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Guia de como se livrar de suas dividas do cartão de crédito
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Atualizado em 28/10/2007

 

 Guia para te ajudar a se livrar daquela dívida horrorosa com o cartão de crédito. Livre-se dela! Texto de fácil entendimento e utilização.

Prezado leitor! Antes de mais nada, para que entendamos que foi útil este guia, pedimos com muito prazer e gentileza que antes de sair desta página, que vá até o final e responda a pergunta:

O seu voto nos motivará a escrever mais conhecimento a você.

São apenas alguns minutos entre a entrega do cartão para o balconista, a aprovação da compra e a assinatura que sela o contrato de compra. A facilidade de ter o crédito pré-aprovado com a simples apresentação de um pedacinho de plástico é tentadora, mas ela pode colocar seu orçamento numa situação nada agradável.

Dever para as administradoras de cartão de crédito significa arcar com juros médio de 11% ao mês  pela rolagem da dívida para o mês seguinte. Lembrando que nesta conta os juros são compostos - ou seja, são cobrados sobre o valor da dívida acrescida dos juros dos meses que vão passando - o que transformam sua conta numa bola de neve.

Se você está nesta situação e quer se livrar de uma vez por todas deste pesadelo, confira o plano de ações para acabar com este problema:


"Perdi o controle"

Um imprevisto, a perda do emprego ou o descontrole dos gastos tornaram impossível o pagamento da fatura do cartão no mês passado e você teve que pagar o valor mínimo da fatura e, provavelmente, neste mês a situação será a mesma. Foi iniciada a bola de neve. Veja o porquê:

Se a sua fatura for de R$ 300,00 e você pagar o valor mínimo de R$ 60,00 (as administradoras costumam estabelecer uma média de 20% para o valor mínimo), na fatura seguinte você terá R$ 266,40 para pagar, tomando como base os juros médio de 11%, sem contar a multa de 2% e demais encargos.

Caso você continue utilizando o cartão enquanto não paga o valor integral, a situação vai piorar, pois os juros são cobrados sobre todo o saldo devedor do mês subseqüente. Conseqüentemente, a compra sem juros que você fizer nesse período acabará recebendo o mesmo tratamento que o restante de sua fatura.

Para dar um fim nesta situação, é importante você seguir os seguintes passos:

1º Passo - Pare de comprar com o cartão
É importante impedir que a bola de neve role ladeira abaixo e atropele seu orçamento doméstico. Se o seu cartão não é utilizado para as despesas essenciais, você deve controlar seus impulsos e deixá-lo de lado até regularizar a sua situação.

Mas se você necessita do cartão para conseguir cumprir com seus compromissos financeiros do mês, a situação é mais complicada. Neste caso, você terá que rever as finanças, adaptando os gastos a sua realidade.

Um bom começo é colocar todas as suas despesas numa planilha para você saber exatamente o quanto gasta. Essa é uma boa maneira de ver para onde seu dinheiro vai e  de onde ele poderá ser remanejado.

2º Passo - Avalie quando você poderá pagar integralmente a fatura
Se o seu problema é passageiro e deve ser resolvido no próximo mês, basta você deixar de gastar no cartão por algum tempo, pedir o parcelamento da dívida para a administradora e seguir com sua rotina reformulada, sem contar tanto com a presença do cartão nas horas de passeio pelo shopping (é sempre bom evitar que o problema aconteça novamente).

Mas se você não vê perspectivas em seu orçamento mensal para pagar a fatura integral pelos próximos três meses, é melhor você cancelar o cartão. Rolar a dívida por mais que este período pode deixá-la fora do controle e complicar seu problema.

Para cancelar o cartão e não ter problemas mais tarde, envie o pedido por escrito. Mesmo que o seu pedido seja aceito por telefone, é importante mandar uma carta (com pedido de confiramção de recebimento e guardando uma cópia), que servirá de prova caso ocorra qualquer problema.

3º Passo - Com o cartão cancelado, é hora de negociar a dívida
Agora que a dívida foi estancada, é hora de eliminar o problema de vez de sua vida. Para isso, existem várias maneiras:

Pagamento integral ? se você possui algum bem que possa de desfazer ou tem algum dinheiro para receber (como restituição do IR, adiantamento das férias, PIS, ou qualquer outra renda) esta é uma opção neste momento. Com dinheiro na mão, você poderá negociar com a administradora do cartão de crédito um desconto.

Cuidado apenas na hora de adquirir o dinheiro vivo para pagar o seu débito: nunca peça dinheiro emprestado a agiotas, pois seu problema apenas mudará de mão e pode adquirir proporções maiores ainda.

Pedir um empréstimo ao banco nem sempre é desvantajoso. Casos como funcionários públicos, que obtêm empréstimos a juros menores que os de mercado em bancos públicos, aposentados, pessoas que possam dar o carro como garantia do empréstimo (refinanciamento) têm vantagens em relação aos juros cobrados pelas administradoras de cartões, mas fora dessas ocasiões, é preciso pesquisar bastante as taxas cobradas pelos bancos.

O melhor mesmo é não adquirir uma dívida para pagar outra. Portanto, analise bem antes de pedir um empréstimo.

Antes de fechar o acordo de pagamento com a administradora, nunca fechar a negociação no escritório da administradora. Leve a papelada para casa e analise o seu contrato.

Pagamento parcelado ? você não possui nenhum bem que possa ser vendido e precisa pagar aos poucos a dívida. Agora é hora de negociar com a administradora de cartões de crédito a melhor maneira para você se livrar deste débito.

A mesma dica dada por Boriola serve neste caso: não feche acordos no escritório e não aceite as formas de pagamento impostas pelas administradoras. Se eles oferecerem o parcelamento em seis vezes, peça em 18, para quem sabe chegar a um meio termo, como 12 vezes.

Além das parcelas, é primordial prestar atenção no valor que será cobrado pela sua dívida. As administradoras só podem cobrar o valor real da dívida acrescido de multa de 2% mais  juros de mora 1% ao mês, além da correção monetária.

A multa, que deve ser cobrada uma única vez, muitas vezes acaba sendo de até 20% e o consumidor acaba engolindo o valor por não prestar atenção ao acordo. Os juros de mora aumentarão a cada mês que o você mantiver a dívida pendente, pois são taxas referentes ao atraso do pagamento.

Se o seu contrato previr alguma taxa de cobrança ou honorários de advogado, denuncie a operadora a um órgão de defesa do consumidor, pois cláusulas desse tipo são abusivas, portanto, ilegais.

Leve o acordo para casa e analise se você vai conseguir encaixar as parcelas no seu orçamento mensal. Não vai adiantar nada para você fazer o acordo e depois não conseguir cumprir com ele.

Outra dica importante é não fornecer cheques pré-datados (nem seu nem de terceiros) para a administradora para efetuar o acordo. Você não tem obrigação de possuir cheque, portanto, não tem obrigação de fornecer na hora do acordo. 

É recomendável também que você peça prestações progressivas, que não apertam o seu orçamento agora e vão aumentando com o passar dos meses, dando um pouco mais de tempo para você se organizar.

Mais atenção! Se você, antes mesmo de ler nosso plano de ação, fez um acordo com a administradora e não conseguiu cumpri-lo, adquirindo uma dívida ainda maior.

Calma, nem tudo está perdido! Ainda é possível resgatar seu nome da inadimplência e trazer de volta o seu sono.

Entre em contato com a administradora do cartão através de uma carta mostrando sua intenção de pagar a dívida. Você não é obrigado a pagar seu débito por intermédio de uma empresa de cobranças, mas se a sua administradora não quiser negociar diretamente com você, a cobradora terá que tratá-lo somente como uma intermediária, sem cobrar taxas de prestação de serviço pela negociação.

Para verificar se o valor do seu acordo está correto, é bom conferir com um advogado ou alguém de sua confiança que entenda de contabilidade e leis. Se o valor estiver errado, você pode até mesmo entrar com uma ação contra a administradora de cartões.

A partir do momento que você negociar sua divida, mais nenhuma taxa poderá ser cobrada. Caso isso não seja obedecido, você deve recorrer aos órgãos de defesa do consumidor, como Procon e Idec ou no Juizado Especial Cível, que cuida de ações que envolvam até 40 salários mínimos.

Nunca é tarde

Já faz mais de uma no que você negociou o parcelamento do débito do seu cartão e até agora não conseguiu encaixar as parcelas em seu orçamento. Não desista!

Depois de algum tempo que o seu cartão consta na lista de inadimplentes, as administradoras ficam mais flexíveis e concedem melhores descontos na negociação.

Não deixe de procurar a solução para seu problema, pois, manter o nome limpo é uma garantia nas horas de necessidade e um santo remédio para insônia

Bem... Acredito ter lhe ajudado, com estas informações.

Por favor e gentileza, não deixe de nos agradecer com seu voto.
Um grande abraço.

Palavras-chave: Dívidas | Cartão | Crédito | Guia | Dinheiro
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