Informações úteis sobre um excelente processador da marca Celeron existe há alguns anos e acaba de passar por mudanças importantes. Antes conhecida apenas como Celeron, a marca agora recebe o acréscimo da letra D para designar a linha de processadores para desktops e receberá a letra M (mobile) para se referir à linha de processadores para portáteis. O seu logotipo também passou por ligeira modificação.
Velocidade em relação a outras marcas.
Muitas características são similares no Pentium 4 "Prescott" e no Celeron: ambos são baseados em 90 nanômetros e possuem instruções para multimídia (SSE3), motor de execução rápida - onde as unidades lógicas artiméticas (ULA) trabalham no dobro da freqüência do núcleo do processador - e arquitetura NetBurst de 3ª geração. O Celeron utiliza também a tecnologia Hyper-Pipeline, onde as etapas extendidas do pipeline aumentam a velocidade do sistema.
O principal quesito na velocidade dos processadores.
A memória cache é uma memória de alta velocidade que está dentro do processador. O novo Celeron D tem o dobro desta memória em relação ao modelo anterior, passando de 128 KB para 256 KB. Em geral quanto mais memória cache, mais rápido é o micro. Os dados que o processador precisa usar com mais freqüência ficam armazenados na memória cache. Quando temos o dobro de memória cache L2 isto significa que os dados mais usados têm maior probabilidade de estarem dentro do próprio processador (na memória cache, que opera na mesma velocidade do processador) fazendo com que o processador vá com menos freqüência buscar os dados na memória RAM (que é muito mais lenta que o processador), daí o aumento do desempenho.
As novas instruções "multimídia" que foram introduzidas da nova geração de Pentium 4, com o lançamento do Prescott no início do ano, agora estão presentes no Celeron D. As instruções SSE3 aceleram a operação de aplicações que tenham sido compiladas usando estas instruções. Aplicações típicas que se beneficiam dessas instruções são codificação de vídeo, sincronização de threads e conversão de números de ponto flutuante em inteiros. As instruções SSE3 utilizam o conceito SIMD (Simple Instruction, Multiple Data), que foi introduzido com as instruções MMX: uma só instrução substitui tarefas que antes necessitariam de várias instruções para serem efetuadas.
O Celeron mudou também para o processo de fabricação de 90 nanômetros, que permite ter mais integração dos componentes internos do chip, isto é, mais componentes interno. Outra conseqüência da mudança do processo é a possibilidade de, no futuro, o processador poder atingir clocks mais altos e ter um menor consumo elétrico.
De acordo com a Intel, a temperatura de trabalho do Celeron D é de 69° C. Com 60% de utilização da CPU trabalha-se em torno de 45° ou 50°. Caso ocorra superaquecimento - no caso de um gabinete colocado em local muito abafado, por exemplo - o processador entra em estado de segurança. Para evitar que o processador queime ou que haja prejuízo da placa-mãe, esse processador usa esse estado de segurança para reduzir sua freqüência até o desligamento para proteger o sistema. Esse recurso é nativo, controlado internamente pelo processador.
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