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Hidroponia ? A palavra Hidroponia origina-se do grego hidro, água, e ponos, trabalho. Sua definição básica é o trabalho com água. Numa concepção mais ampla, define-se hidroponia como uma técnica utilizada para cultivar plantas sem o uso de terra.
A Hidroponia é uma técnica alternativa de cultivo de plantas criada como uma forma de se utilizar os 2/3 de água existente na Terra. Mas o cultivo hidropônico apresenta ainda uma série de vantagens, como melhor qualidade das plantas, tempo de desenvolvimento menor (cerca de 1/3 que o método convencional), alta produtividade, economia de tempo, trabalho e insumos, higiene dos produtos, além de não haver necessidade de rotação de culturas.
Sabe-se que as plantas necessitam de 16 elementos para sua completa nutrição. O Carbono e o Oxigênio são fornecidos pelo ar e o Hidrogênio pela água. Os demais elementos são fornecidos por sais minerais e são agrupados em macro e microelementos. O Biofert Plus é um fertilizante mineral à base de sais minerais, cientificamente balanceados, e que contém 14 nutrientes necessários ao completo desenvolvimento, floração e frutificação das plantas. Plantas sadias são mais fortes e estão menos suscetíveis a pragas e doenças nutricionais.
O preparo da solução nutritiva de Biofert Plus para utilização em Hidroponia é muito simples. Basta diluir o Biofert Plus em água, começando com uma diluição de 1:400 (um volume de Biofert Plus para quatrocentos volumes de água), correspondente a 50% da indicação no rótulo e chegando no máximo a diluição de 1:200 (um volume de Biofert Plus para duzentos litros de água). Se verificar queima ou apodrecimento de raízes, aumente o volume de água na solução. Você estará dando à planta uma alimentação mais constante e contínua, portanto, esta deverá ser bem menor do que usualmente se faria em culturas na terra.
Após a diluição deve-se verificar o pH da solução final, corrigindo rapidamente, se necessário for, adicionando Ácido Clorídrico (HCl) caso esteja acima do ideal, ou Hidróxido de Sódio (NaOH) caso esteja abaixo. O pH ideal para o cultivo hidropônico está entre a faixa de 5.0 e 6.5. Espere no mínimo uma hora, após a adição do corretivo, para medir o pH novamente. Só deixe a solução nutritiva circular pelos dutos ou canos com o pH na faixa ideal. Também deve-se verificar a condutividade elétrica da solução, que deve estar entre 1.8 e 2.0 no verão e 2.5 e 2.8 no inverno, de maneira geral a condutividade ideal é entre 2.0 e 2.5.
Sempre que o nível do tanque abaixar, pode-se completá-lo somente com a quantidade consumida de solução nutritiva, procedendo da mesma forma, diluindo o Biofert Plus em água e medindo o pH, antes de adicioná-lo ao tanque.
O cuidado com o pH da solução é muito importante pois caso esteja fora do intervalo indicado, a planta poderá sofrer vários danos e até morrer. Além do cuidado com o pH é importante também que não haja incidência de luz solar direta na solução, seja no tanque ou nos canais, pois isso poderá acarretar uma excessiva proliferação de algas que além de consumir os nutrientes, também apodrecerá as raízes das plantas, caso se aloje nelas.
Para que o cultivo hidropônico seja bem sucedido é necessário ter um aguçado senso de observação, para que se veja o que está acontecendo com as plantas, e bom conhecimento sobre hidroponia e botânica para que se possa corrigir os possíveis problemas com os vegetais.
Para ajudar na solução desses problemas, apresentamos uma lista de problemas comuns que ocorrem no cultivo hidropônico, provenientes da deficiência ou excesso de nutrientes nas plantas.
| Nutriente |
Sintoma de deficiência |
Sintomas de excesso |
| Nitrogênio (N) |
folhas amareladas, inicialmente as mais velhas
ângulo agudo entre caule e folhas
dormência das gemas laterais
redução do perfilhamento
senescência precoce
folhas menores |
em geral não identificados mas pode haver redução na frutificação e maturação
acamamento |
| Fósforo (P) |
folhas mais velhas com manchas arroxeadas ou pardas, pouco brilho, cor verde-azulada
ângulos foliares mais estreitos
menos perfilhamento
gemas laterais dormentes
números reduzidos de frutos e sementes;
atraso no florescimento
aumento de pigmentos vermelhos ou roxos |
não reconhecidos diretamente, mas pode haver deficiência de Zinco (Zn), Cobre (Cu), Ferro (Fe) e Manganês (Mn) |
| Potássio (K) |
clorose e depois necrose das margens e pontas das folhas, inicialmente as mais velhas
internódios curtos em plantas anuais
diminuição da dominância apical
menor tamanho de frutos
deficiência de ferro induzida
pouca formação de tubérculos e raízes em plantas tuberosas |
deficiência de Magnésio (Mg) induzida |
| Cálcio (Ca) |
região limitada da margem das folhas mais novas ficando amarelas
crescimento não uniforme da folha
gemas terminais murchando ou morrendo
gemas laterais dormentes
manchas necróticas internevais
aparência gelatinosa das pontas das raízes
cessão do crescimento apical
pequena frutificação e produção de frutos anormais |
não conhecidos porém induz deficiências de Potássio (K) e Magnésio (Mg) |
| Magnésio (Mg) |
clorose nas folhas, começando pelas mais velhas, seguidas de desenvolvimento de cor alaranjada, vermelha ou roxa |
não identificados, pode induzir a deficiência de Potássio (K) |
| Enxofre (S) |
clorose iniciada pelas folhas mais novas
folhas pequenas e enroladas nas margens
internódios curtos
redução no florescimento |
clorose interneval em algumas espécies |
| Cloro (Cl) |
diminuição do tamanho das folhas
folíolos apicais das folhas mais velhas murchando
clorose, bronzeamento, necrose |
necrose das pontas e margens das folhas novas
amarelecimento prematuro em abcissão das folhas |
| Ferro (Fe) |
clorose das folhas novas (fundo amarelado) seguida de branqueamento |
manchas necróticas nas folhas |
| Boro (B) |
folhas mais novas de formas bizarras ou deformadas, mais grossas e quebradiças, com nervuras suberificadas, sem clorose
morte do meristema apical do caule, e regeneração, a partir das gemas auxiliares em forma de leque ou de arbusto
caule rachado
raízes escuras com pontas engrossadas, necróticas e ramificadas;
não ocorrência do florescimento;
frutos deformados com lesões externas e internas
cortiça na casca |
clorose reticulada e queima das margens |
| Zinco (Zn) |
folhas novas pequenas, estreitas, alongadas e amareladas
diminuição do comprimento dos internódios com a formação dos tufos terminais de folhas em plantas perenes ou anãs |
indução de carência de Ferro (Fe)
diminuição da floração
formação de folíolos nas gemas laterais |
| Manganês (Mn) |
clorose nas folhas novas (fundo amarelado) seguida de branqueamento
pequenas manchas necróticas nas folhas |
folhas pequenas mas proporcionais
deficiência de Ferro (Fe) induzida
manchas necróticas ao longo do tecido condutor |
| Molibdênio (Mo) |
folhas novas murchas e encurvadas
áreas úmidas e traslúcidas em algumas espécies
floração suprimida e sintomas de falta de Nitrogênio (N)
folhas desprovidas de limbo mas que crescem rapidamente
baixo índice de nodulação das leguminosas |
glóbulos amarelo ouro no ápice da planta |
| Cobre (Cu) |
as folhas novas se encurvam
nervuras salientes
clorose e queda de folha
falta de perfilhamento e topo caído |
deficiência de ferro induzida
desfolhamento precoce
diminuição no crescimento e ramificação
cessão do crescimento radicular e radicelas enegrecidas |
| Cobalto (Co) |
importante ativador de enzimas intimamente ligadas à biossíntese de lipídios (gorduras) relacionados com os metabolismos energéticos e das defesas das plantas. |
importante ativador de enzimas intimamente ligadas à biossíntese de lipídios (gorduras) relacionados com os metabolismos energéticos e das defesas das plantas. | |