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High end de baixo custo
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Atualizado em 07/08/2008





High-end é um conceito que pode ser definido pela associação de aparelhos de alta performance e normalmente de alto preço. Sim, é possível gastar facilmente algo em torno de US$100 mil em equipamentos de última geração, basta o orçamento permitir.

Mas se você não dispõe de uma gorda conta bancária e, mesmo assim, sonha em possuir um equipamento de alto nível, existem outras opções. Entre os audiófilos, existem duas correntes distintas. Aqueles que compram ?um sistema para a vida toda? e aqueles que promovem substituições e upgrades com certa freqüência. Esses últimos são movidos por razões das mais diversas, indo daqueles que possuem o simples (e caro) prazer de trocar periodicamente seus aparelhos, passando pelos que pretendem um upgrade na qualidade dos componentes e terminando nos que querem simplesmente promover uma atualização em função do lançamento de novas tecnologias.

Seu primeiro automóvel provavelmente não foi um modelo 0Km, então por que não tirar proveito do exposto acima e partir para um equipamento usado para viabilizar seu ingresso no universo audiófilo?

Existe um grande mercado de usados nesse segmento, em que encontramos desde aparelhos básicos (os chamados ?entry level?) até modelos bem sofisticados. Sabendo procurar nos locais certos e pesquisar um pouco, com certeza, você irá conseguir bons exemplares com preços atrativos. Os usados quase sempre são vendidos por menos da metade de seus preços quando novos. Isso vai depender principalmente do seu tempo de uso, defasagem tecnológica, recursos disponíveis, entre outras características.

Por exemplo, um pré-amplificador originalmente sem controle remoto tende a desvalorizar mais que um modelo com esse recurso, mas nem por isso pode ser considerado inferior. Afinal, muitos prés verdadeiramente high-end, simplesmente não adotam esse recurso. Resta a você avaliar se realmente esse implemento justifica o acréscimo considerável no valor de um exemplar com essa facilidade.

Outro fator a ser levado em consideração é a potência necessária. Seja honesto com você mesmo e questione-se sobre a potência que realmente você vai utilizar. Dificilmente utilizamos mais de 50W RMS por canal em uma audição de música, então não ceda à tentação de comprar aquele power de 200W RMS por canal, que custa três vezes mais do que aquele modelo de 100W RMS por canal e que certamente virá a lhe atender plenamente.

Tome cuidado especial com os equipamentos que envolvem partes mecânicas, pois ao contrário dos que são puramente eletrônicos, apresentam um desgaste natural em suas peças móveis, que nem sempre pode vir a ser solucionado facilmente. Quando for testar um CD player ou CD transporte usado, procure utilizar discos com o maior tempo de gravação possível (próximo dos 80 minutos) e faça o aparelho reproduzir a última faixa. É nessa situação normalmente que o modelo em teste mostra seu defeito.

Cuidado redobrado deve-se ter quando adquirir caixas acústicas. Verifique sempre que possível se os alto-falantes são originais e, assim sendo, que não chegaram a ser reformados. As evidências são notadas ao comparar-se visualmente os exemplares da caixa esquerda com os da direita, pois quando um alto-falante é danificado, normalmente só ele é enviado para reforma (ou é substituído), deixando marcas quase sempre aparentes.

Lembre-se ainda que de nada adianta a aquisição dos seus primeiros exemplares high-end, se eles não forem ligados com cabos de qualidade à altura.

O advento do home theater fez com que muitos audiófilos migrassem dos sistemas estéreo para os high-end multicanais, adotando uma configuração mista, em que um único sistema é usado para ouvir música e assistir a filmes/shows. Com isso, vem aparecendo uma quantidade razoável de bons aparelhos high-end de dois canais, normalmente com preços acessíveis.

Aconselho, sempre que possível, a utilização de sistemas separados para música e home theater, de preferência em ambientes distintos, pois enquanto parte da família assiste a um filme, você pode ouvir suas músicas reservadamente.

Uma outra opção para adquirir aparelhos high-end sem gastar muito é partir para soluções integradas, muito adotadas na Europa. Essas configurações são compostas de amplificador integrado + CD player + caixas bookshelf, equipamentos que, mesmo adquiridos novos, não vão deixá-lo com um rombo no orçamento.

É claro que, com um sistema utilizando componentes totalmente modulares, temos grande chance de obter uma performance melhor. Um exemplo de configuração inicial é a adoção de um bom CD player (que posteriormente pode ser substituído por um CD transporte) + conversor digital/analógico + pré-amplificador + amplificador de potência + caixas acústicas bookshelf. Os aparelhos devem manter também um mesmo nível de qualidade entre eles, pois de nada adianta ter um super CD transporte ligado a um conversor D/A de baixa performance.

Outro fator a ser considerado, que normalmente contribui muito para a viabilização da montagem do seu primeiro sistema high-end, é a aquisição escalonada de cada componente, sem pressa, sabendo aproveitar as oportunidades que vão aparecendo.

Daí em diante, é só ir fazendo substituições gradativas em certos itens, como por exemplo trocar as caixas bookshelf por modelos floor-standing, se seu espaço permitir, é claro. Aos poucos, podemos ir acrescentando acessórios que possam vir a representar ganhos de qualidade verdadeiros, tais como redutor de jitter, cabos de força especiais, bases amortecidas sob os aparelhos e outros. Bem, quando você chegar a esse ponto, certamente já estará contaminado de forma irreversível pelo vírus do high-end. Aí então é só curtir suas músicas prediletas em alto estilo.







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Palavras-chave: High | End | De | Baixo | Custo
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