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História do Calçado
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Atualizado em 04/11/2007

História e evolução do calçado até o século XX

 

É interessante observar as modificações sofridas pelos calçados, desde a pré-história até atualidade. A maioria dos povos como os sumérios, egípcios e hindus andavam preferencialmente descalços, criando desta forma uma proteção natural aos pés, alguns enrolavam algum tipo de couro animal para uma maior proteção.

 

Através de inscrições egípcias, chinesas e de civilizações emergentes da época, percebeu-se que os sapatos estavam sempre presentes.

 

Existem evidências de que a história do sapato começa a partir de 10.000 AC., ou seja, no final do período paleolítico (pinturas desta época em cavernas na Espanha e no sul da França fazem referência ao calçado). (DA MODA, 2003).

 

Entre os utensílios de pedra dos homens das cavernas existem vários que serviam para raspar as peles, o que indica que a arte de curtir é muito antiga. Percebe-se então que o trabalho de sapateiro é bastante antigo e de acordo com o guia do calçado (2003), antigamente eles eram comparados a curtidores e carniceiros, foi o cristianismo que fez com que essa situação se revertesse, tendo o surgimento de três santos: Aniamo, sucessor de São Marcos (século I), e os irmãos Crispim e Crispiniano.

 

As sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira. Sabe-se que apenas os nobres da época possuíam sandálias. Mesmo um Faraó como Tutancamon usava calçados como sandálias e sapatos de couro simples (apesar dos enfeites de ouro).

 

Os primeiros sapatos macios foram introduzidos na Mesopotâmia por montanheses da fronteira que invadiram o vale, o material utilizado era o couro cru. Os coturnos eram símbolo de alta posição social.

 

Na Grécia o tipo de calçado mais conhecido era a sandália, que era usada principalmente pelos ricos. Dentro de casa os gregos raramente usavam sapatos, mas os mais pobres também andavam descalços nas ruas.

 

Foram os gregos que lançaram a diferença entre pé esquerdo e pé direito, foi uma grande inovação para a época e claro, fazendo muito sucesso.

 

Da mesma forma que por algum tempo, quem determinava a classe social foi os saltos, os vermelhos eram das classes privilegiadas, com ornamentos em ouro.

 

Foi com Eduardo III que surgiu a moda dos bicos compridos, que o rei limitou a duas polegadas, depois com Ricardo II aumentaram para 18 polegadas, ou seja, 45 centímetros.

 

Em Roma o calçado indicava a classe social. Os cônsules usavam sapato branco, os senadores sapatos marrons presos por quatro fitas pretas de couro atadas por dois nós e o calçado tradicional das legiões era a bota de cano curto que descobria os dedos.

 

A padronização da numeração é de origem inglesa. O rei Eduardo (1272-1307) foi quem uniformizou as medidas.

 

A primeira referência conhecida da manufatura do calçado na Inglaterra é de 1642 quando Thomas Pendleton forneceu 4.000 pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram uma demanda substancial por botas e sapatos.

 

Em meados do século 19 começam a surgir às máquinas para auxiliar na confecção dos calçados, mas só com a máquina de costura o sapato passou a ser mais acessível.

 

Mais é a partir do século XX que grandes mudanças começam a acontecer nos calçados, eles começam a ser fabricados em massa, e a partir da década de 40 que nas indústrias de calçados começa a acontecer à troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos principalmente nos calçados femininos e infantis.

Palavras-chave: História | Evolução | Calçado | Sapato | Sandálias
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