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História da Lingerie
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Atualizado em 04/11/2007

História da Lingerie... 

Dos primitivos panos da Antigüidade às novidades sintéticas do século 20, uma trajetória de (des) conforto e sensualidade.

Uma história bem antiga

Os tecidos sintéticos e modelos sensuais e confortáveis que hoje dominam as lingeries têm em comum com os primeiros modelos de roupas íntimas apenas a finalidade. Ainda assim, os precursores da calcinha, sutien e outros artigos contemporâneos não tinham nem de longe a preocupação com estética e sedução.

Os primeiros registros que mostram modelos de "calcinhas" datam do ano 40 A.C., em Roma. Pedaços de algodão, linho ou lã eram amarrados ao corpo como fraldas. Faixas de pano também eram amarradas na altura dos seios. Os antecessores do sutien eram chamados de strophium ou mamilare, tendo sido esquecidos por séculos e até condenados pela inquisição medieval.

Na Idade Média, a roupa íntima era usada na Europa pelas mulheres para poupar roupas caras e pesadas, difíceis de lavar, principalmente num período em que tomar banho estava longe de ser um hábito.

O uso de uma espécie de calção, inspirado nos culotes masculinos, foi introduzido no século XVI por Catarina de Médicis, que o utilizava para montar a cavalo.

A partir desse século, a roupa íntima feminina, mais elaborada e produzida com tecidos claros, começou a distinguir-se mais da masculina. Apertando mais a cintura e, posteriormente, os seios, dava a impressão de quadris bem largos.

O desconforto do espartilho

Foi quase cem anos depois que surgiu na Espanha o famoso espartilho. No começo, era feito de tecido rígido que cobria apenas o abdômen. Para apertar-se mais devidamente com eles, as damas utilizavam presilhas de aço. Ao contrário dos modelos que o sucederam, o espanhol não servia para modelar o corpo, e sim para disfarçar as formas, conforme as exigências da época.

Cada vez mais apertada, essa peça acabou obrigatória para mulheres, provocando desconforto e não raros desmaios.

Enquanto isso, espécies de calças mais curtas eram usadas como "calcinhas". Nos séculos XVIII e XIX, elas iam até a altura do joelho e tinham uma abertura na virilha que facilitava na hora de fazer as necessidades, uma vez que a peça era difícil de tirar.

Os modelos que enclausuravam a mulher, achatando o busto, se consagraram nesse período. Uma longa camisa rendada isolava do corpo o corpete - uma verdadeira armadura que o moldava. Anáguas e calçolas completavam a indumentária feminina do século XIX. Algumas eram feitas de lã.

O recato das mulheres que escondiam essas peças contrasta com o das dançarinas de can-can francesas, obrigadas a usar calcinhas caso levantassem as pernas acima da altura da cintura.

Palavras-chave: História | Evolução | Lingerie | Espartilho | Moda
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