
A Hughes Electronics reduziu, na quarta-feira, sua previsão para o crescimento da base de assinantes da subsidiária DirecTV nos EUA no terceiro trimestre, embora tenha informado que o fluxo de caixa do serviço de televisão via satélite seria superior ao esperado. A DirecTV reviu sua previsão de crescimento de clientes no terceiro trimestre nos EUA de 250 mil a 300 mil para 200 mil a 210 mil, citando o declínio da confiança do consumidor, entre outros motivos.
A empresa disse também que o corte de custos e a melhora da receita média mensal por assinante levou ao aumento da previsão de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização --medida do fluxo de caixa-- de 45 milhões de dólares para 195 milhões de dólares.
Nas operações da América Latina, que incluem atividades no Brasil, a Hughes disse que vai ter redução de 65 mil clientes no terceiro trimestre, ante previsão anterior de obter de 15 mil a 25 mil novos assinantes no período. O desempenho ruim foi atribuído às incertezas políticas e econômicas na região. A Hughes espera que a DirecTV Latin America tenha receita de 145 milhões de dólares no trimestre, comparado com previsão anterior de 170 milhões de dólares a 180 milhões de dólares. O fluxo de caixa para as operações latino-americanas deve ser negativo de 20 milhões de dólares a 25 milhões de dólares, contra previsão anterior de déficit de entre 15 milhões de dólares e 25 milhões de dólares.
A empresa também disse que demitiu mais empregados na América Latina, mas não forneceu detalhes sobre os cortes de pessoal.
Sobre o desempenho da DirecTV nos EUA, os analistas disseram que estavam mais preocupados com o número inferior ao previsto de novos assinantes da DirecTV, o indicador vital para as empresas de TV via satélite.
O anúncio é uma decepção, disse John Stone, analista da Ladenburg Thalmann. Você sempre quer ver crescimento na base de assinantes. A empresa não recebe crédito por um aumento no fluxo de caixa caso não esteja ampliando a base de assinantes. O necessário são mais clientes, para com o tempo ampliar a gama de serviços e o faturamento por cliente, acrescentou.
GM COMENTA VENDA DA HUGHES
Além disso, a General Motors, que controla a Hughes, tentou conter as especulações de que a tomada de controle da Hughes Electronics pela EchoStar Communications estaria correndo risco de rejeição pelas autoridades reguladoras, informando que nenhuma decisão foi tomada sobre a operação até agora.
Membros da equipe do Departamento da Justiça norte-americano aparentemente teriam recomendado que o governo impedisse a tomada de controle da Hughes pela EchoStar, por motivo de defesa da competição, já que a transação combinaria os dois maiores serviços de TV via satélite dos EUA, informaram fontes próximas ao processo regulatório.
Tivemos uma reunião com o Departamento da Justiça ontem (terça-feira) e os advogados que estão trabalhando na investigação informaram aos nossos representantes que nenhuma decisão foi tomada e que não havia recomendações até então, disse Toni Simonetti, porta-voz da GM.
Eles ainda têm depoimentos marcados para os próximos dias e semanas. O processo não está encerrado, acrescentou.
Fonte: Reuters
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