 Os números não são nada animadores. Segundo o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, enquanto 92% dos brasileiros assistem TV aberta, apenas 8% das pessoas têm computadores conectados à Internet em suas residências. De acordo com dados do governo, quase 80% da população jamais utilizaram um computador, 89% nunca acessaram a Internet e apenas 14,4% dos brasileiros têm acesso regular a computador. Uma estatística deveras desanimadora para quem está envolvido no universo da grande rede.
Para virar esse jogo, governo e iniciativa privada correm lado a lado trabalhando na tão falada inclusão digital. O termo, muito em voga ultimamente, resume a vontade levar as vantagens e facilidades da tecnologia para quem está excluído e, a longo prazo, tentar amenizar as diferenças sociais do País capacitando mão de obra e criando expectativas para as camadas menos favorecidas da população. Os projetos pipocam. Embora o Governo Federal afirme que tem investido pesado, alguns setores da sociedade pedem mais iniciativas no campo da inclusão digital. Por enquanto, o governo colocou em prática alguns planos, entre eles, o PC Conectado, um dos mais polêmicos. A idéia central desse projeto é disponibilizar computadores de mesa completos, com softwares aptos ao acesso à Internet. Entre os planos está o de comercializar máquinas a preços mais competitivos e com facilidades de pagamento. No pacote, o pretendente comprará um computador completo por cerca de R$ 1.200. Valor que poderá ser financiado em até 24 meses. Serão 27 aplicativos, softwares abertos e planos especiais para o acesso à Web. Algo em torno de R$ 7,50 por 15 horas mensais de conexão. Além do PC Conectado, há ainda o Casa Brasil, conhecido como o maior projeto de inclusão digital do governo. Ele se destaca pela abrangência e se trata de um espaço comunitário e gratuito composto por telecentro, sala de leitura, auditório, estúdio multimídia, laboratório e rádio comunitária. Cerca de 20 computadores conectados à Internet e rodando softwares livres ficarão à disposição da população nos telecentros para cursos, oficinas e uso livre. As unidades serão instaladas e mantidas em parecia com entidades civis e a previsão é ter 102 delas funcionando até o final deste ano. Outro ponto interessante do Casa Brasil é a mão de obra. Os monitores que trabalhão nos centros serão selecionados na própria comunidade onde o projeto se instalar e contarão com o treinamento dado pelo próprio Governo Federal.
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