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Indústria cinematográfica acirra luta contra pirataria
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Atualizado em 09/08/2008





Segundo matéria publicada nesta terça-feira (06/05), pelo jornal USA Today, a Warner Brothers está trabalhando duro para deixar o filme ?The Matrix Reloaded? longe da pirataria. Binóculos infravermelhos. Investigação. Detector de metais. Celular rastreado. Estas são apenas algumas das ações de segurança reveladas pelo estúdio até agora, para evitar que piratas consigam colocar as mãos ilegalmente ? e fazer cópias ? do filme mais esperado deste ano.

Como os piratas roubam um filme

Um filme fica vulnerável à pirataria em vários estágios - durante a produção, um trecho do filme armazenado em um disco rígido ou fita digital pode ser copiado e reproduzido. Nas exibições de teste ou para a imprensa, que acontecem meses ou semanas antes do lançamento, as cenas podem ser gravadas direto da tela. Enquanto está sendo entregue nos cinemas, um rolo de filme pode ser roubado e copiado. Antes do filme estar disponível em vídeo doméstico, um pirata pode pegar uma cópia em DVD e copiá-la para outro DVD ou comprimi-la para poder ser ?baixada? pela Internet.

Nenhum filme esteve tanto sob a mira dos hackers quanto a sequência de US$ 150 milhões do Matrix, o filme mais esperado da temporada e a segunda parte da trilogia que, ironicamente, mistifica os hackers. A estréia do filme acontece em 14/05, nos Estados Unidos e no Brasil, dia 23/05.

A Warner Bros, na liderança do movimento antipirataria conduzido pela indústria do entretenimento, não quer ver cópias piratas do filme nas ruas de Kabul antes da estréia nos cinemas norte-americanos, como aconteceu com o filme Homem Aranha, e também não quer cópias na Internet, como aconteceu com o Star Wars Episódio II ? Ataque dos Clones.

E acima de tudo, o estúdio não quer sofrer do mesmo mal que ataca a indústria fonográfica, que culpa a pirataria na Web pela queda nas vendas mundiais de álbuns em cerca de US$ 1,7 bilhão anuais, nos três últimos anos. A associação das gravadoras (RIAA) afirma que a venda mundial de gravações piratas superam US$ 4,2 bilhões ? sem contar os prejuízos da indústria com a pirataria.

Como os downloads de filmes levam mais tempo e ocupam mais espaço, os estúdios de cinema estão menos ameaçados que as gravadoras, de acordo com David Davis, vice-presidente do banco de investimentos Houlihan, Lokey, Howard e Zukin, que assessora os estúdios nas questões relativas à pirataria. Mesmo assim, Davis alerta que esta diferença é apenas temporária ? em cinco ou dez anos será tão fácil baixar um filme quanto uma música.

Segundo Richard Doherty, diretor do grupo de pesquisas Envisioneering, os estúdios poderão levar um tombo maior que as gravadoras, pois não souberam prever a queda nos preços das mídias portáteis, que podem armazenar filmes de qualidade, como os pocket disk drives, vendidos atualmente por US$ 100.

A porta-voz da Warner Bros., Barbara Brogliatti, diz que o estúdio manterá em segredo as técnicas usadas para a segurança do ?The Matrix Reloaded?, mas que serão similares aos esforços aplicados com sucesso no lançamento do filme Harry Potter e a Câmara Secreta.

Os filmes pirateados aparecem na Web horas depois da premiere ? ou antes - , se os piratas conseguirem entrar com mini-câmeras nas exibições exclusivas para os donos de cinemas e imprensa. Universitários utilizam a capacidade de banda das redes das faculdades para baixar e enviar filmes em menos de uma hora, piratas conseguem fazer cópias em DVD ou fitas VHS. Apesar dos problemas para a indústria, esta não é a grande preocupação. A qualidade da imagem e do som destes filmes geralmente são tão baixas que não podem ser comparadas à tela do cinema.

Entregas em mão, marcas d?água Estas são algumas das medidas aplicadas pelos grandes estúdios para aumentar a segurança:

Mãos para cima ? Embora os estúdios não confirmem, seus mensageiros entregaram em mãos as impressões dos filmes X-Men 2 e The Matrix Reloaded com etiquetas personalizadas para cada cinema. Alguns dos mensageiros estavam armados. Mesmo assim, algumas cópias desapareceram.

Mãos para baixo ? Estúdios diminuíram ou proibiram o número de exibições de teste. No ano passado, o diretor de Men in Black 2, Barry Levinson, reclamou da Sony por não conseguir permissão para exibir seu filme em uma sessão fechada, antes da estréia.

Marcas secretas ? Assim como o DNA é usado para identificar criminosos, alguns filmes tem marcas d?água, criadas especialmente com dados digitais que não podem ser vistos por olhos humanos, mas servem como digitais para que os criadores de conteúdo possam identificar as cópias ilegais. As marcas já são aplicadas pelos estúdios em filmes ainda não acabados e trechos de produções inéditas.

Olhos abertos ? Óculos de visão noturna são usados dentro das sessões para pegar câmeras escondidas nos cinemas. Em um caso conhecido, Johnny Ray Gasca foi preso em Los Angeles com uma câmera escondida em uma exibição para críticos. Ele confessou às autoridades que ganhava de US$ 1.000 a US$ 4.500 por semana vendendo filmes ilegais. Os estúdios estão filmando as exibições para convidados e pedindo que os participantes passem por detectores de metal.

Ajustando o calendário ? Os lançamentos internacionais estão cada vez mais próximos das datas de exibição nos Estados Unidos.

Educação ? Colégios e universidades são cada vez mais pressionados a orientar seus alunos para agirem com ética e a punir os que são pegos fazendo downloads ilegais.

Outros recursos ajudarão os estúdios e criadores de conteúdo a detectar o conteúdo ilegal que está online. As empresas Macrovision e Websense estão desenvolvendo um software que procura e corrompe arquivos ilegais nas redes. DVDs que funcionam somente em alguns DVDs players e fitas que são destruídas depois de três exibições são outras opções adotadas.

Alguns dizem que um sistema de distribuição digital poderia solucionar o problema da pirataria, enquanto outros afirmam que este sistema seria um alvo maior para os hackers.

A cultura faz com que a pirataria seja ?legal?

Há uma grande diferença entre os pensamentos da indústria e dos jovens que fazem a pirataria na Web. Até mesmo dentro das empresas de mídia, alguns empregados mais jovens gostam de pirataria.

Joel Stein, um funcionário de 31 anos da AOL Time Warner, que escreve para as revistas Entertainment Weekly e Time, afirma que faz pirataria pois copia CDs e empresta DVDs feitos por seus amigos. Ele diz que se as pessoas conseguem algo de graça, é difícil detê-las. ?Sabemos que a TV é grátis, emprestar um CD de um amigo é grátis e ouvir rádio também é grátis. É difícil convencer as pessoas que uma coisa metafísica deve ser paga?.

Os estúdios precisam relembrar os clientes do valor dos filmes. Novos cinemas com melhores assentos, som de qualidade e serviços impecáveis. Além disso, o setor está testando o Movielink, um Web site onde os filmes poderão ser baixados, mediante o pagamento de uma taxa.

Fonte: IDG Now





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Palavras-chave: Indústria | Cinematográfica | Acirra | Luta | Contra
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