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Inteligência Artificial = Ficção Científica?
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Atualizado em 21/09/2008

IA. A sigla ficou ainda mais famosa em 2001, depois do filme "Inteligência Artificial", dirigido por Steven Spilberg. A Inteligência Artificial busca entender a mente humana e imitar seu comportamento, levantando em conta questões do tipo: Como ocorre o pensar? Como o homem extrai conhecimentos do mundo? Como a memória, os sentidos e a linguagem ajudam no desenvolvimento da inteligência? Como surgem as idéias? Como a mente processa informações e tira conclusões decidindo por uma isso e não por aquilo?

Essas são algumas perguntas que a Inteligência Artificial ainda precisa responder para simular o raciocínio humano e implementar aspectos da inteligência em máquinas. O homem precisará primeiro compreender o funcionamento do cérebro e das emoções, só assim será possível desenvolver máquinas que entendam e imitem o comportamento humano.

"No futuro, que pode ser distante ou não, as máquinas nos ensinarão a aprender a pensar e a sentir. E esse conhecimento mudará nossa visão da humanidade e nos capacitará a mudar a nós mesmos. Quando isso ocorrer, talvez seja possível transmitir sensações, impressões e emoções por chip entre duas pessoas", analisa Flávio Joaquim, especialista em Inteligência Artificial e professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

De acordo com Joaquim, uma vez que o homem entenda a relação entre pensamentos, emoção e memória será fácil implementar essas funções em um software e, conseqüentemente, instalar esses programas em máquinas. Mas o professor ressalta que isso não quer dizer que as máquinas aprenderão a sentir: ?Um chip poderia transmitir emoção, não sentimento porque sentimento é algo abstrato e imponderável. Já a emoção é a manifestação física do sentimento?, pondera.

Milhões de ano de evolução

A grande dificuldade é que ainda não existe uma teoria completa sobre a mente humana e os processos de raciocínio, já que a Ciência ainda não sabe como funcionam os sensores do cérebro que captam emoções. A inteligência é algo extremamente complexo, resultado de milhões de anos de evolução. Já a emoção é apenas uma forma diferente de pensar, de acordo com Marvin Minsky, professor do MIT (Massachussetts Institute of Technology), em entrevista à revista Cérebro e Mente.

A inteligência do homem está aliada à sua capacidade de interagir com o meio, por meio de habilidades cognitivas (sentidos) e conativas (ação), ou seja, se movimentar, reconhecer sons (fala), imagens e se expressar. Por isso, os computadores verdadeiramente inteligentes terão que ter emoções, segundo Minsky.

Este conceito pode ser o ponto de partida para uma infinidade de novas possibilidades para o homem. O corpo humano é controlado por impulsos nervosos que se propagam por feixes de neurônios. Eles partem de um processador central ? que é o cérebro ? para outras partes do corpo. Os tais impulsos nervosos poderiam, inclusive, acionar um chip instalado na nuca de uma pessoa, de acordo com o professor Flávio Joaquim. Com isso, as pessoas poderiam se comunicar virtualmente, numa espécie de telepatia artificial. A pessoa se conectaria à rede de comunicação e ligaria para uma outra pessoa para uma conversa virtual. ?Para haver essa conexão será preciso desenvolver uma linguagem especial para que o córtex entenda e ative as informações que chegam?, acrescenta o professor.

Software poderoso

Para os estudiosos, a mente é o software do homem. Para cada tipo de tarefa há um "programa" que armazena o conhecimento e executa o comando. Partindo desse princípio, Joaquim ressalta que o cérebro é um dispositivo ainda subtilizado pelo homem. Ao dominar completamente a capacidade cerebral, seria possível aprender qualquer assunto a uma velocidade extraordinária e, com a ajuda de um chip, até controlar disfunções orgânicas para evitar doenças. ?Somado a isso, um chip programado evitaria até problemas psicológicos, hormonais, de saúde como a diabetes e tornaria o corpo mais sadio?, diz o professor.

As benesses parecem infinitas. O homem poderia adquirir habilidades em tempo recorde como tocar piano, violino, aprender idiomas, entre outras. Não é possível afirmar até onde a IA chegará no propósito de criar máquinas capazes de pensar. Serão ainda muitos anos de estudo para que se compreenda todos os fatores (conscientes, inconscientes, cognitivos, instintivos etc.) envolvidos no processo do pensar.

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Palavras-chave: Inteligência | Artificial | | Ficção | Científica
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