
A Internet que você usa deve ganhar um upgrade. Ao contrário dos programas, porém, não há nenhum patch de atualização e nem é necessário reiniciar o computador. A Web 2.0 começa a deixar de ser um debate entre usuários neuróticos de Web e começa a se desenhar nos sites que você visita.
A idéia da Web 2.0 nasceu de um grupo de pesquisadores e pensadores online que queriam classificar o rumo que a Internet tomou após a explosão da bolha virtual, em 1999. De lá pra cá, pode-se notar distinções claras entre tipos de sites, serviços e, principalmente, usuários.
A Web 2.0 parte de duas idéias principais: que a Internet pode funcionar como uma plataforma, não como um amontoado de documentos digitais, e que o que vale não é o conteúdo em si, mas o que os usuários fazem com ele. A interação entre ambos significa que, em poucos anos, serviços online poderão substituir programas de desktops usados atualmente, assim como permitir maior acesso e troca de dados pela ação dos usuários.
Trocando em miúdos
Complicou o tecniquês? Entenda de outra forma então: ao invés de ter um site pessoal, a Web 2.0 aponta para o uso dos blogs. Ao invés de banners clicáveis, a nova publicidade online está nos links patrocinados, como o Google AdSense. Ao invés da taxonomia padrão utilizada nos primórdios da busca, usa-se o Tag, filtro estipulado para cada assunto e usado exaustivamente em sites como o Flicker, o Del.icio.us e o Digg.
Nomes que apontam para a Web 2.0 também passam pela colaboração irrestrita da Wikipedia, da interação livre de sites construídos com Ajax (como o Start.com), e da descentralização de download oferecida pelo BitTorrent.
Web 2.0 Conference
Entre 05 e 07 de outubro, a Web 2.0 Conference reuniu representantes de empresas de Web online, como Google, Yahoo, AOL e Microsoft, e de mídia, como o NYTimes e o BoingBoing, numa discussão sobre a definição da Web 2.0. No site da convenção, além do perfil dos participantes, o usuário encontra uma tonelada de materiais sobre o assunto, com palestras e keynotes.
A definição vaga, porém, não tem tempo definido para se tornar mais pontual. Todos os serviços e sites indicados pela convenção, apontados como pilares, estão no ar e devem evoluir conforme a interação dos usuários. Ainda em formação, a Web 2.0 provavelmente já está em suas mãos e o principal responsável pela mudança é você.