As investigações conjuntas da Interpol, Justiça e polícia contra organizações de pirataria de software, realizadas em 14 países da América Latina e dois países da Europa (Espanha e Portugal), resultaram no confisco de 162 mil cópias falsificadas, avaliadas em US$ 18,2 milhões.
A pirataria rouba da indústria de software quase U$ 40 bilhões ao ano. Mas as perdas de faturamento da indústria são apenas o começo, já que o quarto estudo anual sobre a pirataria mundial de software (de maio de 2007), conduzido pela BSA e IDC, mostrou que as taxas de pirataria foram de 35% em 2006.
Segundo o estudo, se essa taxa diminuísse apenas 10% ao longo de quatro anos, seriam gerados 2,4 milhões de novos empregos, U$ 400 em crescimento econômico e US$ 67 bilhões em geração de impostos para a economia mundial. Apenas nos últimos 18 meses, os agentes policiais do mundo todo confiscaram mais de 914.177 unidades de softwares Microsoft falsificados.
No Brasil
A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), a Business Software Alliance (BSA) e a Entertainment Software Association (ESA) divulgam o balanço das iniciativas de combate à pirataria realizadas em março. No total ocorreram 59 ações em todo o país, que resultaram na apreensão de quatro computadores e, aproximadamente, 158 mil CDs contendo programas falsificados, um amento de 61% se comparado ao mês anterior. Além disso, três laboratórios e um depósito foram fechados.
Durante o período 36 sites que comercializavam softwares piratas foram retirados do ar, assim como 1,3 mil anúncios destinados à divulgação do comércio de produtos ilegais. As entidades registraram quase 930 contatos por e-mail e telefone, entre denúncias e pedidos de informações sobre pirataria. Como conseqüência, a BSA enviou 148 notificações extrajudiciais.
Em março as associações, em parceria com o Ministério da Justiça, por meio do Conselho Nacional de Combate a Pirataria (CNCP), deram continuidade ao Programa de Treinamento de Capacitação em Antipirataria, com o objetivo de treinar agentes públicos na identificação de software pirata. O programa já passou por Vitória, Londrina, Maringá, Curitiba, Cascavel, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Blumenau, e visitará até o final de abril Belém, Manaus, Cuiabá, Joinville e Teresina. A expectativa é capacitar três mil agentes públicos.
"As diversas iniciativas realizadas, como as ações de apreensão, campanhas educacionais e o treinamento de capacitação para agentes públicos, reforçam o nosso trabalho no combate à pirataria. Os resultados obtidos comprovam que estamos no caminho certo, mas ainda temos muitos desafios para coibir esta prática ilegal no país", afirma Emílio Munaro, coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES.
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