
Comprar títulos da dívida pública pela Internet é uma opção rentável para pequenos e médios investidores. O Tesouro Direto é uma modalidade de aplicação financeira criada para incentivar a compra de papéis públicos menos vulneráveis a oscilações do mercado. A compra de títulos públicos pelo programa Tesouro Direto permite o investimento em papéis da dívida pública sem a intermediação de fundos de investimento, mas sim de uma corretora de valores. Isso representa uma boa economia, porque as taxas são menores que as administrativas cobradas pelos fundos.
Por exemplo, pelo Tesouro direto, o custo total a cada compra, além do gasto de 0,40% do valor para custódia (taxa cobrada pela manutenção dos ativos), inclui a taxa de corretagem (cobrada pelas bolsas ou pelas sociedades corretoras pela utilização de seus serviços) de 0,3% a 0,5% sobre o valor da aplicação. É um custo baixo se comparado às taxas administrativas exigidas pelos fundos de investimento, que é de 1% a 3% para valores em torno de R$ 1 mil. Mas isso pode variar de acordo com a corretora. No caso da corretora Ágora Sênior, o preço é de R$ 20, independentemente do valor.
Taxas menores e simplicidade para investir
Investir nesses títulos não é apenas mais vantajoso do ponto de vista financeiro, mas também sob a óptica do processo de alocação de recursos. Com a criação do Tesouro Direto, basta ter acesso a um computador com Internet e entrar no site www.tesourodireto.gov.br. O investidor escolhe uma corretora e obtém uma senha de acesso ao programa, sem nenhum custo. Essa modalidade de investimento existe desde 2002, mas, em julho deste ano, o governo ampliou o teto máximo de compras mensais de R$ 200 mil para R$ 400 mil.
O valor mínimo de investimento é de R$ 200 por CPF e é possível comprar vários tipos de papéis. No Tesouro Direto, todo o rendimento fica com o aplicador. Por isso, de forma geral, é um investimento mais rentável. "É uma opção conservadora, e os custos são menores", diz o operador Felipe Froitzheim, da Ágora Sênior.
Outra vantagem da aplicação é que se o investidor quiser se desfazer dos títulos antes da data de vencimento, poderá vendê-los ao Tesouro. A recompra é feita às quartas-feiras, independente da quantidade, o que garante liquidez ao investimento. Os preços dos títulos estão no site do Tesouro na Internet e sofrem alterações dependendo do mercado. Mas, atenção, antes de se aventurar, escolha uma boa corretora para pisar com o pé direito no mercado. É preciso saber escolher o produto certo. Há uma certa variedade de títulos públicos, os mais comuns são as Letras do Tesouro Nacional (LTNs), com juros pré-fixados, e as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), com juros pós-fixados referenciados na taxa básica de juros, a Selic.
Uma boa maneira de escolher o título certo é observar o cenário econômico atual. Diante da perspectiva de queda dos juros, o investidor que comprar uma LTN com prazo mais elástico tende a obter rendimento superior ao de uma LFT. "Existem outros tipos de títulos. O importante é escolher bem e de acordo com o perfil do investidor", aconselha Froitzheim.
Vale a pena mudar de Renda Fixa para Tesouro Direto?
Fundos de Renda Fixa e o Tesouro Direto são investimentos com perfis diferentes. Isso porque investir em títulos públicos via Tesouro Direto é apenas uma fração de um investimento de renda fixa. Ou seja, a aplicação de renda fixa é formada por um conjunto de títulos públicos. A carteira é composta por títulos públicos pré e pós-fixados. "A vantagem do fundo de renda fixa é a diversificação. Já o Tesouro Direto Direto não é nada mais do que uma alternativa de investimento segura para o pequeno investidor", explica Felipe Froitzheim.