
Os programas gratuitos de troca de músicas e arquivos como o KaZaA, o mais popular na internet atualmente, devem continuar vivos na rede, com um pico de utilização previsto para 2005, segundo estudo do Yankee Group.
O levantamento aponta que 5,16 bilhões de arquivos de música foram trocados gratuitamente pela internet no ano passado. O número deve chegar a 7,44 bilhões em 2005, mas deve cair para 6,33 bilhões em 2006.
Para ter uma idéia, o KaZaA registra atualmente mais de 2 milhões de internautas conectados simultaneamente.
A notícia não deve agradar muito as gravadoras, que, com mais de três anos de atraso, começaram apenas neste ano a lançar seus próprios canais de distribuição de música pela internet.
Segundo a Riaa (associação de gravadoras norte-americanas), a pirataria de música on-line abocanhou 5% das vendas em 2000 e 2001. Mas, mesmo que a queda possa ser creditada à internet, há outros fatores que certamente contribuem.
Um deles é citado por outro estudo, da Forrester Research. Segundo o instituto, as gravadoras têm que facilitar a busca, a cópia e o pagamento por suas músicas na internet.
A previsão é de que 500 mil internautas assinem os serviços pagos da indústria fonográfica, que devem gerar US$ 21,7 milhões este ano. Depois que o modelo de negócios se aproxime dos clientes, o instituto prevê que o faturamento chegue a US$ 5,8 bilhões em 2007.
O Yankee entrevistou 1.400 internautas nos Estados Unidos para realizar o estudo. Para mais informações, clique aqui.
Fonte: Folha Online
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