O Laboratório de Engenharia de Conhecimento da Escola Politécnica (Poli) da USP, também conhecido como Knoma, desenvolve estudos para mapear o conhecimento. Um dos caminhos dessa busca é o chamado ?machine learning? (literalmente, ?aprendizado da máquina? em inglês). ?A expressão diz respeito a tudo o que deve ser acoplado ao computador para que ele se torne uma máquina capaz de aprender?, conta Marco Túlio. ?As pesquisas desenvolvem modelos matemáticos que sejam apropriados para incorporar à máquina funções de inteligência?, explica o professor Marco Túlio Carvalho de Andrade, um dos integrantes do laboratório.
O professor explica que os pesquisadores seguem três caminhos de desenvolvimento da chamada inteligência computacional. ?São modelos que reproduzem o modo dos seres vivos resolverem problemas?, afirma. ?Isto pode ser feito de forma simbólica, imitando as abstrações feitas pelos seres humanos ao usarem a linguagem, ou física, por meio de redes neurais artificiais baseadas no sistema nervoso dos seres humanos, ou ainda através de computação evolutiva, que busca a solução de problemas com processos de evolução inspirados nas teorias de Darwin?.
Os processos de inteligência computacional podem ser aplicados, entre outros setores, no controle de processos industriais. ?Sistemas automatizados podem substituir a mão-de-obra humana sem causar redução de empregos?, observa Marco Túlio. ?Aos seres humanos caberia a definição dos processos e a solução de problemas, privilegiando o aspecto cognitivo, e aos computadores caberia expressar em sua linguagem o dia-a-dia operacional?.
Usuários
A engenharia do conhecimento também está presente no estudo dos fatores humanos (?human factors?) envolvidos nos projetos de computação. ?Antes, era comum se desenvolver uma tecnologia e depois verificar que utilidade teria para as pessoas?, afirma o professor Edson Spina, responsável pela linha de pesquisa. ?Hoje, a engenharia de sistemas não considera apenas projetos, máquinas, produtos e matérias-primas, mas procura integrar o homem, numa visão holística do sistema?.
Biblioteca Digital
O Laboratório foi convidado para ser o responsável pelo projeto da infra-estrutura de uma biblioteca digital que reunirá os 17 mil volumes da coleção do empresário e bibliófilo José Mindlin, que foi doada para a USP. ?O projeto não se limitará apenas às imagens dos livros e a mecanismos de busca?, planeja Edson Gomi. ?Serão criadas meta-informações que possam ser úteis nos mecanismos de consulta do acervo, ou seja, que ajudem a realizar o trabalho de catalogação por assuntos que hoje é feito manualmente por bibliotecários?.
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