A implantação de assinatura digital nos laudos laboratoriais é um dos objetivos do Sindlab (Sindicato dos Laboratórios de Patologia, Pesquisa e Análise Clínicas de Minas Gerais), entidade que representa cerca de 1,5 mil laboratórios privados e públicos no estado. Os sistemas de informação dos laboratórios estão defasados, por isso há grande interesse na certificação digital para garantir segurança das operações realizadas via Internet.
O presidente do Sindlab, Humberto Marques Tibúrcio, se reuniu esta semana com o presidente do ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação), Renato Martini e a coordenadora-geral de Normalização e Pesquisa, Viviane Bertol. Ficou acertado que em fevereiro o ITI realizará, em parceria com outras entidades, uma oficina em Belo Horizonte para apresentar o sistema da ICP-Brasil (Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira) aos profissionais da área.
Também foi discutido na reunião o fato da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) criarem resoluções que obrigam o uso dos certificados digitais pelos laboratórios. A ANS, por exemplo, já implantou o TISS - Troca de Informação em Saúde Suplementar - programa que determina os padrões e as regras para fazer o registro e intercâmbio de dados entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços da área.
A renovação das carteiras profissionais também ganhou destaque na reunião. Os conselhos de farmácia, medicina e bio-medicina emitem essas carteiras, que se fossem documentos eletrônicos permitiriam a assinatura digital de laudos.
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