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Louça armoriada ou brasonada
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Atualizado em 27/04/2008

A LOUÇA ARMORIADA,
A louça armoriada, em nosso país, surge nas baixelas dos homens da governança ,colonial, personalidades eclesiásticas, e senhores de engenhos. Para conventos e igrejas, ela também veio ostentando monogramas, emblemas, elaborada em Portugal ou na China Este apreciável acervo foi grandemente acrescido pelas baixelas trazidas pelos titulares vindos com o Príncipe regente Dom João, em 1808.
Um mercador de antiguidades nos falou de quanta louça brasonada, tivemos, procedente de várias regiões do Brasil, em ingrata época, em que ele procurava fixar o gosto por essa coleção, hoje tão apreciada nos antiquários .

O prato brasonada que mais aparecia nos antiquários era .do conde das Galveias vice rei do Brasil. Antigamente toda a louça brasonada aqui vendidas, era encontrada fácil, hoje , porém, com o interesse que há por ela os antiquários trazem da Europa e outros países vizinhos fazendo grande confusão....
Não pretendemos dar uma lista completa da louça dos titulares por acabar se tornando enfadonho, mas faremos referência os exemplares, mais importantes:
Dom José de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos Louça da valiosa Sevres
José e Albuquerque -Pires de Carvalho?terceiro intendente das Marinhas, possuía uma baixela de porcelana policroma , companhia das Índias.

Manuel da Cunha Menezes,terceiro conde de Lumiares, ostentava uma baixela Companhia das Índias, tendo os pratos, ao centro seu brasão.
Dom
Bernardo José Maria de Lorena e Silveira, quinto conde de Sarzêdas, possuía três baixelas brasonada, da companhia das Índias.
Francisco Antônio Veiga Cabral da Câmara, primeiro Visconde de miraldela- baixela brasonada com decoração ao gosto da época de Dona Maria I com frisos azuis e guirlandas policromas,brasão ao fundo do prato.

Luis Pinto de Sousa Alves, conde de Balsemão
O comercio de louças no Rio de Janeiro
A importação regular de porcelana chinesa europeizada por influência da Companhia das Índias, cessa completamente durante o século passado. O progresso do país , porém , fazia com que os nossos antepassados classe média alta e ricos , refugassem essas louças à escravos e empregados, preferindo a ostentosa porcelana francesa, em desenhos do Império, Restauração, Luis Felipe e Napoleão III, que também condizia com a moda e o sentimento artístico da época, ditado pela França , na rua do Ouvidor , com suas casas de moda e novidades de Paris, finíssimos empórios do que havia de melhor e nos chegava por todos os vapores do Havre.
De fato, vemos no Rio, as casas importadoras de gêneros variados e também de porcelana em grande quantidade.
Como aquelas que tem o carimbo vermelho de Wallersten, depois Wallerstein , Mosert.
Queremos lembrar, pela década de 1850, a casa do súdito inglês Estebem Busk, a rua 7 de setembro 78 , também empório de louça inglesa de melhor qualidade e cujas peças tem sugestivo carimbo, em losango. Com essa marca, possuímos um prato sem iniciais ou brasão, em cor azul, com motivo de imitação chinesa , que pertenceu a uma imensa baixela do rico fazendeiro e comandante superior da guarda Nacional de São Salvador.
Reminiscência do nosso comércio com o Oriente foram a Casa da China, Casa América e outras casas que existiram no Rio de Janeiro , que mercadejavam com coisas do Celeste Império
Merecem anda referências a casa de Fernando José Alves , pelo meio do século passado, no começo da rua do ouvidor 49 ?a Loja do Cajarão Verde- onde se encontravam louças, porcelanas vidros cristais , além de um ótimo chá. Aloja América , mais abaixo no número 32 da mesma rua, de Antônio Marque de Oliveira, , era muito sortida de azulejos franceses, portugueses, figuras , vasos, mármores.
A casa de José Pedroso Alves, à rua do Hospício 71 , era imensa. Quem estivesse construindo ou reformando a sua chácara, tinha que ir lá comprar azulejos, pinhas figuras para jardi
ns , mármores , enfim este material que vemos nas raras construções que datam de meados do século

Palavras-chave: Brasonada | Porcelana | Brasil | Titulares | Império
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