Macrovision foi desenvolvido para ser um
processo anti-cópia em sistemas de vídeo digital com saída
de vídeo análoga NTSC, PAL, RGB e YUV. É um processo
que está continuamente sendo refinado. A sua presença é
determinada na fonte do sinal de vídeo. DVD, Digital VCR(DVC), etc.
ou seja, o sinal macrovision é gerado no momento da conversão
de vídeo digital para vídeo análogo.
O circuito gerador do Macrovision é
incorporado ao chip responsável pela conversão do sinal de
vídeo digital em vídeo análogo, o chamado conversor
A/D. Embora similar ao tipo usado em fitas pré-gravadas de videocassete,
ele é completamente programável via software. Isto permite
atualização de algoritmos ou processos, para que quando novas
versões(tecnologia) de televisores ainda a serem produzidos, estiverem
no mercado, possam reproduzir imagens com proteção de cópia
ou Macrovision, sem distorções e com toda a fidelidade da
imagem original.
Nas saídas de vídeo análogo
RGB, o processamento do Macrovision está presente nas saídas
dos sinais de R,G e B. Para as saídas de vídeo análogo
YUV, o processamento do macrovision está presente somente na saída
de Y.
Macrovision funciona graças à
diferença de operação que é dada ao sinal de
vídeo pelo televisor e pelo videocassete. O circuito de controle
automático de ganho (CAG) em um aparelho de TV foi projetado para
responder lentamente à mudança do nível do sinal de
vídeo. Já, o circuito de controle automático de ganho(CAG)
de um videocassete foi projetado para respostas rápidas, ou seja,
responder rapidamente contra a variação do nível de
sinal de vídeo. A "artimanha" do Macrovision é tirar vantagem
desta diferença, modificando o sinal de vídeo de forma que
um televisor pode mostrar uma imagem sem variações e o videocassete
não consegue gravar perfeitamente a imagem, produzindo as variações
e distorções de vídeo, vistas no momento da reprodução
da cópia, tornando a imagem instavel.
Entender o que o Macrovision faz no sinal
de vídeo, é simples, porém, deve ser notado que a
especificação Macrovision atual permite ser reconfigurada.
isto facilita fazer mudanças no processo, que o torna mais complexo
do que o descrito aqui.
As explicações que seguem
contêm termos técnicos e o leitor necessita conheçer
o processo de produção do sinal de televisão, e conhecer
alguns padrões de "varredura", principalmente o padrão NTSC(60Hz)
e o padrão PAL(50Hz), para melhor aproveitamento.
Para os leitores que não têm
este conhecimento, basta saber que o processo Macrovision insere algumas
informações à imagem, só percebidas pelo videocassette.
Estas informações provocam constante aumento e redução
no "contraste" da imageml. Por isto, ciclicamente a imagem aparece e desaparece,
ao reproduzir(play) uma cópia feita a partir de um original com
Macrovision.
-REAJUSTE NOS PULSOS DE SINCRONISMO: A
amplitude dos pulsos de sincronismo são reduzidos em 25%, após
o intervalo de apagamento vertical.
-VBI PULSE (PULSOS NO INTERVALO DE APAGAMENTO
VERTICAL): São pulsos inseridos entre a 7a. e 21a. linha e entre
a 270a. e 284a. para NTSC(60Hz) e entre a 7a. e 21a e entre 319a. e 333a.,
para o padrão PAL(50Hz). Os pulsos VBI são divididos em três
categorias: Pseudo-pulsos de sincronismo, pulsos de AGC e pulsos alternantes
de AGC.
Para cada uma das linhas de varredura
descritas acima, são somados 4 pseudos-pulsos de sincronismo para
NTSC, ou 6 pulsos para PAL. A função destes pulsos é
"enganar" o circuito de detecção dos pulsos de sincronismo
dos videocassetes, que "imaginas" estar ocorrendo um pulso de sincronismo
horizontal, provocando sincronização errõnea, refletida
em alterações principalmente na intensidade e matiz das cores
da imagem após gravada.
Logo após cada pseudo-pulso de
sincronismo de varredura, 4(NTSC) ou 6(PAL) é somado um "pulso de
AGC", que varia continuamente de amplitude, completando um ciclo a cada
20 segundos. O circuito de CAG(Controle automático de ganho) do
videocassete é "enganado", o que provoca uma elevação
de ganho no sinal a ser gravado e em seguida, induz uma redução
no nível do sinal segundo as variações de amplitude
dos "pulsos de ACG". Na prática, isto provoca as oscilações
na imagem, quando se reproduz uma cópia com macrovision presente.
PULSOS EOF(PULSOS DE FIM DE CAMPO): São
pulsos que podem estar presentes em no máximo 15 linhas de varredura
horizontal, antes dos pulsos de sincronismo vertical. Os pulsos EOF são
pulsos semelhantes aos de AGC e são somados logo após os
pulsos de sincronismo horizontal e dos equalizadores, no final de cada
campo, antes dos pulsos de sincronismo vertical. Estes também mantêm
o ciclo de variação na amplitude a cada 20 segundos, para
proporcionar uma variação no ganho do CAG do videocassete,
induzindo uma variação errônea no sinal de vídeo
que se pretende gravar, provocando distorção na imagem.
PROCESSAMENTO NO "BURST"(PULSO DE SINCRONISMO
DE COR): O sinal de "burst" é modificado em linhas especificas de
varredura, de forma tal que um aparelho de televisão reproduz as
cores sem distorções, mas um videocassete não consegue
entender o sinal de "burst", ocasionando faixas horizontais sem cor ou
com cores distorcidas, ao ser reproduzida uma fita copia com macrovision.
Este processo não afeta saidas análogas do tipo RGB ou YUV,
pois não contêm o "burst" (pulso de sincronismo de cor).
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Endereço da Macrovision Corporation:
1341 Orleans Drive
Sunnyvale, CA 94089 - (408) 743-8600 -
acp-info@macrovision.com
* Osvaldo Ademir Bueno é
técnico responsável da AVC, de Londrina (PR).
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