O Ministério da Ciência e Tecnologia lançou um novo edital no valor de R$ 435 milhões, com o objetivo de criar uma rede de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia.
O recurso será distribuído em três anos, para a criação de uma rede de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. A expectativa é instalar cerca de 60 institutos que funcionarão de forma multicêntricas, sob a coordenação de uma instituição-sede que já tenha competência em certa área de pesquisa.
Metade dos recursos será reservada para projetos em 19 áreas consideradas estratégicas pelo Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACT&I ? 2007-2010) ? lançado em novembro último -, como Biocombustível, biotecnologia, nanotecnologia, agricultura, saúde, nuclear, espacial e amazônia.
Para os estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o Espírito Santo são reservados 35% dos recursos, ficando a região Sudeste com 50% e a região Sul com 15%. As propostas sob a forma de projetos devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Proposta On line, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até o próximo dia 18 de setembro. A divulgação dos resultados da seleção será em 17 de novembro, tendo início a partir de 5 de dezembro a contratação dos projetos.
Os R$ 435 milhões são formados por recursos do governo federal (R$ 270 milhões), das Fundações de Amparo a Pesquisa (FAPs) de São Paulo (R$ 75 milhões), Minas Gerais (R$ 30 milhões), Rio de Janeiro (R$ 30 milhões) e outros R$ 30 milhões da Capes para pagamento de bolsas.
O anúncio da criação dos institutos foi feita pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, em julho último, na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas (SP). Na ocasião, ele avaliou que "a maior parte dos centros de pesquisa deve ser instalada na região Sudeste, devido a maior base científica instalada."
Rezende disse também que os convênios serão assinados por cinco anos. "Os recursos estão assegurados pelos três primeiros anos, então temos que ter robustez em termos financeiros para garantir a continuidade, mesmo após o termino desse governo". A intenção, diz Antônio Zago, presidente do CNPq, é financiar programas de pesquisa e não pequenos projetos.
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