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A medalhistica e o historiador II
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Atualizado em 12/04/2008

A Medalhistica e o historiador II

 

Leandro Pereira dos Santos

 

Na primeira parte do estudo sobre a medalhistica vimos que a ciência medalhista está inserida dentro do contexto positivista de história, pois a partir da vigência da historiografia científica ou mecanicista a noção de documento é criada, pois antes só existiam relatos e mais relatos vagarosos, muitos de cunho religioso ou até mesmo de fundo falso. Á partir do século XIX, quando a história ganha status de ciência o documento é encarado de uma maneira mais realista (TOLEDO apud SANTOS, 2007, p.3). A partir de 1929, quando na França começa o movimento dos Annales a noção de documento é ampliada, mas as medalhas continuam a fazer parte do campo documental, pois através da análise das mesmas pode ser aprender sobre um período da história ou até mesmo um fato novo ou desmentir um fato enganoso. O objetivo dessa segunda parte é conhecer-mos mais um pouco sobre a ciência da medalhistica.

 

1 ? As partes de uma medalha.

 

O que é uma medalha ou uma ordem? A medalha ou a ordem se constitui como um premio dado a alguém como recompensa a algum fato heróico. A medalha se constitui de seis partes: a medalha, fita, palma de distinção, passador, barreta, alfinete.

A medalha em si pode ser uma moeda cunhada ou um outro símbolo. É uma das partes mais importantes da condecoração em si, pois é nela que se cunham os símbolos do poder vigente. Três exemplos: na medalha dos ?veteranos do trabalho (URSS)? se vê na moeda uma foice e um martelo, símbolos do comunismo, nas medalhas de tempo de serviço das forças armadas do Brasil as armas da república e nas medalhas e condecorações nazistas a suástica ou a águia. Portanto é na moeda que se deve concentrar o estudo da condecoração em si, revelando assim o sujeito as verdades do objeto (SCHAFF,1987).

 

 

 

A fita é uma das partes que se pode se distinguir o grau da condecoração, como podemos ver o exemplo da ?cruz de aviação?, concedida para os militares da FAB durante a II Guerra mundial. As condecorações eram divididas em fitas A e B, sendo concedida de acordo com o feito do candidato. Na fita também podem ser impressos símbolos do poder vigente, como por exemplo na ?cruz de ferro? nazista, as cores pretas, vermelhas e brancas simbolizavam o terceiro reich. Além da fita, as palmas de distinção e o passador servem para distinguir o grau que o premiado atingiu. O alfinete e o barrete são as partes mais triviais, pois quase todas as condecorações possuem, exceto os graus superiores, como o de cavalheiro e grande oficial.

                                                            

 

Além das medalhas, os documentos e certificados dessa medalhas são de grande valia, pois através deles se pode por exemplo estudar o tipo de escrita, o poder político e qual conflito que aquele militar o civil estava enfrentando, se constituindo assim uma rica fonte para a descoberta do conhecimento histórico.

 

Bibliografia:

 

BLOCH, Marc. Analogia d História ou o ofício do historiador. Rio de janeiro, Jorge Zahar, 2001.

 

COLLINGWOOD, R.G. A idéia de História. Rio de Janeiro, Martins Fontes, 1987.

 

TOLEDO, Franciso Sodéro de. Marxismo: uma reflexão. IN: Revista Idéias e argumentos. São Paulo, Unisal, 2001.

 

SANTOS, Leandro Pereira. Numismática Brasileira. Disponível em : www.mercadolivre.com.br/guias. Acessado em: 06/04/08.

 

SANTOS, Leandro Pereira dos . A medalhistica e o historiador I. Disponível em: www.mercadolivre.com.br/guias. Acessado em: 12/04/08.

Palavras-chave: Medalhistica | Urss | Historia | Historiografia | Historiador
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