A venda de PCs para o mercado brasileiro deverá superar as expectativas ao crescer 30% até o final do deste ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), com base nos dados levantados pela consultoria IT Data. A associaçaõ acredita que serão vendidas 13 milhões de unidades, ou seja, 1,3 milhão de unidades a mais do anunciado no início do ano.
A venda de laptops manterá o alto ritmo já previsto no início do ano ao encerrar o ano com crescimento de 185%, com 5,5 milhões de unidades. Por outro lado, a comercialização de PCs (desktops) terá queda de 6%, fechando o ano com aproximadamente 7,5 milhões de equipamentos.
Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, em 2009, as vendas de notebooks deverão superar as dos desktops, em função da preferência do mercado pela mobilidade e dos programas de governo que priorizam os notebooks.
A pesquisa aponta que, no segundo trimestre de 2008, o mercado movimentou 3.174.000 unidades de PCs. Isto representou um crescimento de 36% sobre o mesmo período do ano passado.
O mercado de notebooks alcançou 1.098.000 unidades, um crescimento de 200% em relação ao segundo trimestre de 2007, muito acima do que a indústria estava prevendo. O segmento doméstico respondeu por 64% das vendas de notebooks neste período.
As vendas de desktops atingiram 2.076.000 unidades, o que representa um crescimento de apenas 5% em relação ao mesmo período do ano passado, reforçando a tendência de migração das pessoas físicas e das microempresas para o notebook. O mercado corporativo respondeu por 54% dos desktops comercializados.
Mercado ilegal ganha fôlego entre os desktops
Segundo a pesquisa, neste segundo trimestre, o mercado ilegal de desktops chegou a 35%, um crescimento de 2 pontos percentuais em relação ao 1º trimestre deste ano. Segundo o estudo contratado pela Abinee, isto ocorreu em função do crescimento de micro, pequenas e até médias empresas que compram seu PCs em revendas que montam desktops sem PPB.
Por outro lado, a ilegalidade no mercado de notebooks caiu de 34%, no primeiro trimestre, para 31,5%, neste segundo trimestre. A participação é ainda menor nos notebooks de preço abaixo de R$ 2.000,00, superando a média nas faixas de preço acima deste valor.
O risco dos remanufaturados
Nestes 31,5% de notebooks ilegais não estão computados os equipamentos remanufaturados. ?É necessário que o consumidor tenha muito cuidado na hora de efetuar uma compra, pois poderá estar adquirindo um notebook usado?, diz Humberto Barbato. Segundo ele, estes produtos não possuem a garantia de assistência técnica e suporte dos fabricantes instalados legalmente no país.
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