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No mercado de TVs finas, apenas os melhores vão sobreviver
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Atualizado em 07/08/2008





Fabricantes japoneses estão apostando seu futuro nas TVs de telas finas. Entre os fabricantes de displays de plasma estão a Matsushita (Panasonic), que investirá 95 bilhões de ienes em uma nova fábrica (US$ 870 milhões), enquanto a Hitachi adquiriu o braço de fabricação da Fujitsu como uma subsidiária. As duas empresas também anunciaram acordos de compra conjunta de insumos. Em painéis LCD, a Sharp anunciou planos de construir uma nova fábrica em Kameyama, com um investimento de 150 bilhões de ienes (US$ 1,3 bilhão) e já assumiu por completo a operação da Fujitsu em LCD. Parece que a impressão de Fumio Ohtsubo, diretor sênior e presidente do conselho da Panasonic, de que ?companhias que não se tornarem líderes na fabricação de TVs não sobreviverão como fabricantes de equipamentos?, é dividida por muitos executivos na indústria. Para os fabricantes japoneses, há pouca dúvida de que a TV é um negócio chave e que não pode ser ignorado.



De fato, fontes no varejo têm grandes expectativas quanto ao mercado de TVs de telas finas e muita confiança nos negócios. ?Nós revisamos nossas previsões de volume para 2004 um pouco, mas o valor das encomendas cresceu. Há um crescimento significativo na demanda por TVs com grandes telas?, disse Shigeo Nakabu, diretor executivo sênior da divisão de LCD da Sharp.



Yoshiyuki Imoto, diretor de operações da Hitachi na divisão de sistemas de plataforma ubíqua, enfatizou o crescimento no mercado: Faz quatro anos desde que nós começamos a comercializar TVs de plasma a preços elevados apenas para assegurar a viabilidade do produto, e finalmente o mercado está estabelecido. A penetração do mercado, no entanto, é relativamente baixa e o mercado em grande escala está apenas começando. Esperamos um crescimento sólido em 2007 e 2008. Os sinais são especialmente fortes em grandes mercados de TV como os EUA e a China?. Plasma a US$ 45/polegada até 2010.



Enquanto as esperanças da indústria são elevadas, não será fácil alcançar o prometido mercado de TVs de telas finas apenas com a queda nos preços. Embora haja grandes expectativas no mercado, o preço das unidades está em queda. Um engenheiro em um grande fabricante se mostrou desapontado, de uma forma que reflete os anseios de outras empresas na indústria. ?Desenvolvemos nossas LCD TVs baseadas em painéis terceirizados e perdemos um bocado de dinheiro com isso. O custo do painel responde por uma parcela muito grande da TV e nós podemos cortar apenas frações de preço por nossa conta. Não há forma de aumentarmos os ganhos, não importa o quanto inovemos?.



O preço unitário deve continuar a cair, e é bem possível que os displays de plasma atinjam um preço de US$ 45/polegada até 2010 em relação à diagonal das grandes telas. É a relação de preço dos TVs CRT de 36 polegadas atualmente. Em outras palavras, o preço por polegadas nas TVs de tela fina já alcançou o mesmo nível, em menos de dez anos, que as TVs CRT levaram 40 anos para alcançar.



Os fabricantes japoneses estão liderando a competição. ?Estamos preparados para o custo cair abaixo de US$ 45 por polegada?, disse Ohtsubo. Outros fabricantes estão liderando na queda dos preços. Nos EUA, por exemplo, o preço das TVs de plasma caiu significativamente em 2004 por conta de ações da Matsushita.



Muitas empresas japonesas esperam que fabricantes de outros países, como na Coréia ou em Taiwan, trarão a maior parte da competição. Enquanto os fabricantes japoneses começam a se mexer, eles estão enfrentando a competição da Samsung. No passado, estas empresas ficavam satisfeitas em deixar estes fabricantes ganharem terreno em produtos baratos, mas esta estratégia falhou com as fabricantes de memória do tipo DRAM (dynamic random access memory). Sua perda acabou levando as empresas japonesas a abandonarem este mercado e agora as empresas estão determinadas a não cometer o mesmo erro duas vezes.



As empresas consideram os anos de 2007 e 2008 decisivos porque é quando acontecerão os jogos olímpicos em Beijing, ocasião em que haverá um uso massivo de transmissões digitais e em alta definição.



A estratégia das empresas japonesas consiste em buscar ganhos de escala, no lado ofensivo e no lado defensivo, evitar a perda de mão de obra especializada.



Tanto no mercado de LCD como de plasma, os fabricantes procuraram proteger a tecnologia de forma a evitar que engenheiros que desenvolvessem novos processos pudessem ser cooptados por empresas concorrentes, levando consigo o conhecimento adquirido na empresa.



Na área de fabricação de painéis, conhecimento é tudo. ?Até com o mesmo equipamento de fabricação, conseguimos melhores resultados?, afirma um executivo de um fabricante de TVs.A outra parte da estratégia defensiva consiste em usar melhor os direitos de propriedade intelectual. Em 2004, muitas empresas iniciaram vários processos por infração de patentes contra fabricantes da Coréia e Taiwan, com resultados sólidos.



A Hitachi, que adquiriu todo o negócio de plasma da Fujitsu, também adquiriu suas patentes, entre elas o uso de painéis emissores com base em corrente alternada, algumas das quais são absolutamente indispensáveis para a fabricação de painéis de plasma.



Nem todos os fabricantes, no entanto, tem uma posição forte em patentes. A Matsushita, por exemplo, levou anos desenvolvendo uma técnica de uso com corrente contínua e que nunca foi comercializada, resultando em poucas patentes realmente úteis. Contudo, a empresa tem um bom número de patentes relacionadas a melhorias no processo de fabricação dos painéis.



Os fabricantes japoneses de equipamentos estão implementando uma série de estratégias para alcançar uma estrutura corporativa capaz de ganhar a competição pelos custos, no que os fabricantes internacionais estão competindo fortemente. Todos têm a mesma visão promissora do mercado de TVs de grandes telas. Mesmo com a saída de algumas empresas de Taiwan, o setor ainda tem bastante capital sendo investido.



A Samsung, por exemplo, está investindo na operação de LCD. Enquanto a empresa usa substratos de sétima geração, um pouco menores que os que a Sharp usa, a empresa vai investir US$ 1,8 bilhão em sua nova fábrica. Firmas como a Samsung e LG também vão investir de forma agressiva no mercado de plasma. Estas empresas também investiram na construção de patrimônio em propriedade intelectual.





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