O Ministério Público Federal em Uberaba, Minas Gerais, denunciou 51 pessoas que praticavam furto pela Internet. Foram lesados clientes de diversas instituições bancárias que operavam sistemas de internet home banking, entre elas Bradesco, Nossa Caixa, Banespa/Santander, Itaú, HSBC, Unibanco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, de acordo com o MPF/MG. Estima-se que a quadrilha furtava mais de um milhão de reais por mês pela Web de clientes residentes em diversos estados.
O esquema utilizava programas espiões, por meio dos quais conseguia os dados e senhas bancárias de pessoas que usavam a Internet para acessar suas contas bancárias. Com o uso desses dados, os integrantes da quadrilha transferiram o dinheiro disponível na conta das vítimas para os laranjas: pessoas que emprestavam suas contas para receber ou transferir dinheiro furtado, pagar contas, títulos ou boletos de beneficiários do esquema criminoso, além de efetuar saques em caixas automáticos, bancos 24 horas, em lotéricas e algumas vezes até mesmo na boca do caixa.
Essa incriminação faz parte da Operação Muro de Fogo, que em dezembro do ano passado desmantelou uma das maiores quadrilhas do gênero no país. As investigações tiveram início a partir da prisão do hacker Diego de Oliveira Palhares, em 29 de janeiro de 2007.
De acordo com a denúncia do MPF, a quadrilha era estruturada mediante uma divisão de fundos que propiciava, por si só, um efetivo exponencial da organização criminosa, na medida em que a contraprestação prometida pelos hackers aos laranjas, em virtude do empréstimo da respectiva conta bancária para o desvio de dinheiro pela Internet, estimulavam estes últimos a angariar novos laranjas para que, assim, pudessem lucrar ainda mais com a empreitada criminosa.
O nome dos integrantes encontra-se no site da Procuradoria Geral da República
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