Hoje as vendas on line podem colocar os vendedores diante de um dilema: sei que meu item tem boa proveniência, é original, mas o que fazer, como anunciá-lo corretamente, se a etiqueta diz made in China? Isso pode assustar os compradores? Isto pode me comprometer?
Devido à globalização, as grandes marcas (automóveis, roupas, farmacêutica, ótica, engenharia, cosmética, entre tantas) optaram por pagar muito menos pela mão de obra de um trabalhador do terceiro mundo, entre os quais, o Brasil.
As roupas Tommy Hilfiger não são mais fabricadas nos Estados Unidos, peças da Volkswagen não são mais fabricadas na Alemanha, óculos Armani não são mais fabricados na Itália...um bom exemplo são as roupas Marlboro Classics, marca americana, cujos direitos foram comprados pelo Grupo Valentino, francês, que por sua vez está sob direção da família Marzotto, italiana, que fabrica as peças na China.
Alguns compradores perguntam se a roupa é "autêntica" OU "made in China": a pergunta não está correta. O comprador on line deve ter a consciência de que recebendo um tênis Nike, e se no mesmo estiver escrito "Made in Taiwan" isto NÃO quer dizer que o mesmo é falsificado, nem que o vendedor foi incorreto.
Até porque, pelo contrário, o falsificador geralmente tenta colocar nas suas etiquetas fajutas uma proveniência mais "chique" para seu produto.
A maioria dos brasileiros ainda não está acostumada a esta realidade porque quase todos os bens consumidos são produzidos aqui mesmo por multinacionais. Multinacionais estas que se deslocaram para cá para usufruir da nossa mão de obra. Não nos causa espanto ver uma roupa Hugo Boss com etiqueta "Made in Brazil". O que diria, então, um americano, da mesma peça de roupa? Pensaria que é uma falsificação porque não foi feita nos Estados Unidos, mas no Brasil?
Em tempos assim, fiquem alertas para o que realmente faz a diferença: a qualidade.
Mesmo utilizando mão de obra barata, as maiores indústrias do mundo padronizam seus produtos, sejam feitos por um trabalhador no Camboja, no Nepal, no Marrocos, no México, em Porto Rico, em Bangladesh, em Taiwan, na China ou no Brasil. Eles fornecem o material e geralmente somente a montagem dos produtos é feita nestes países.
Já o pirateador explora o trabalhador em condições sub-humanas ou de escravidão, fornecendo material de baixíssima qualidade, sendo o resultado, obviamente, deplorável, produtos péssimos que invadem as grandes cidades do mundo inteiro.
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