 Atualmente, vivemos em mundo baseado na microtecnologia, responsável, por exemplo, pelos pequenos chips presentes nos nossos computadores. Segundo Henrique Eisi Toma, pesquisador da USP, a nanotecnologia é o próximo passo na evolução da cadeia tecnológica, depois do universo micro. ?Ela permite a redução de qualquer material em escalas até mil vezes menores que na microtecnologia. Com a tecnologia nano é possível alcançar um limite de redução de escala que fará com que manufaturados que conhecemos hoje passaem por uma revolução?, explica Ou seja, a nanotecnologia permite uma redução das partículas a tamanhos capazes de alterar formas, fórmulas e funções de produtos que já fazem parte da nossa vida. ?Teremos, por exemplo, cosméticos mais eficazes, tecidos com funções anti-sépticas, sapatos bactericidas, filtros solares com maior tempo de proteção, remédios com maior poder de cura?, enumera o cientista da USP. Em breve nas prateleiras
E, ao contrário do que se pode pensar, os nano produtos estão bem próximos das prateleiras. O primeiro nanofarmaco brasileiro, desenvolvido pela incubadora Incrementha, deve chegar ao mercado em 2008. ?Com a nanotecnologia criamos um anestésico com maior capacidade de penetração na pele e maior tempo de duração?, revela Henry Suzuki, pesquisador da Incrementha. Resultados de um estudo sobre nanotecnologia realizado por pesquisadores da Unicamp e coordenado pelo NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos) mostram que, no Brasil, já existe desenvolvimento nanotecnológico na área industrial (semicondutores e eletrônica), em políticas públicas (energia, meio ambiente, fármacos, saúde e alimentação) e em setores de alta competitividade, entre eles o químico e o petroquímico.
?É uma revolução industrial que está surgindo. Quase todas as áreas de produção vão sofrer o impacto direito ou indireto da nanotecnologia?, disse o chefe do NAE, Oswaldo Oliva Neto, à Agência Brasil.
No Brasil estão em andamento, por exemplo, pesquisas em laboratórios no Rio Grande do Norte que experimentam a combinação de neurotransmissores cerebrais com nanochips. ?Isso poderá ser o computador do futuro, controlado mentalmente pelo usuário, que comandará ações com seu cérebro?, prevê Eisi Toma, da USP. ?Mas isso é algo esperado para daqui a 10 anos?.
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