
Quem aprecia tecnologia e home theater sonha em ter os aparelhos mais avançados disponíveis, displays de qualidade incomparável e, às vezes mesmo quando conta com a última palavra em instalações de som e imagem, não deixa de freqüentar os mostruários das lojas nem que seja para ver a cara dos novos modelos ou qual será o próximo aparelho que vai adquirir.
Se você tem esse hábito ? como todos nós aqui na Home Theater ? sabe que existem várias tecnologias disputando a preferência do consumidor, principalmente nas telas grandes: LCD TVs, Plasma, TVs de retroprojeção, projetores de alta resolução e as boas e velhas TVs de tubo com tela plana.
E se os seus hábitos incluem uma passada rotineira pelo nosso site, sabe que existem novas tecnologias em desenvolvimento e que se prometem tão revolucionárias em termos de custo e qualidade, prometendo substituir as existentes quando estiverem maduras. Nessa categoria, podemos colocar as LCoS (Liquid Cristal over Silicon, ou cristal líquido sobre silício) e, agora as OLED TVs.
Aproveito como gancho para comentar essa tecnologia o recente anúncio feito pela Seiko-Epson de que a empresa ? que já produz telas de plasma e LCD ? irá lançar displays de grandes dimensões com a tecnologia OLED nos próximos três anos. Já existem protótipos que foram apresentados ao mercado com 40 polegadas.
O que é essa tecnologia afinal? Trata-se dos Organic Light Emitting Diodes, ou diodo orgânico emissor de luz. Materiais semicondutores mais nobres que a tecnologia de LEDs convencionais, que são utilizados em inúmeros aparelhos como as ?luzinhas? que indicam que o aparelho está ligado (de televisores a monitores de computador), a tecnologia OLED despontou recentemente como uma alternativa que traria cores mais vivas para pequenos displays, com mais brilho e contraste do que pequenas telas LCD e com um consumo de energia muito menor.
De fato, por muitos anos se propôs que as telas OLED substituiriam o LCD em telas de celulares, palmtops e displays de filmadoras ou câmeras digitais. Tive a oportunidade de testar uma câmera fotográfica digital da Kodak que traz um display com essa tecnologia e, realmente, as cores são mais vivas e o consumo de energia ? grande vilão de filmadoras e câmeras digitais ? é significativamente menor.
Outras características favoreceriam o OLED frente a outras tecnologias tais como a facilidade de manipulação e a possibilidade de fabricar produtos de boa qualidade com custo relativamente baixo: como os materiais empregados nos OLEDs não são cristalinos (como são os presentes em LCDs) eles podem ser usados em estruturas finas sem a exigência de uma estrutura padrão de átomos repetida com precisão e podem ser depositados sobre uma variedade de substratos baratos como plástico ou folhas de metal.
Com tudo isso, porque não estamos vendo grandes displays OLED à venda nas prateleiras? Porque ainda existem muitos problemas a serem contornados tais como a precisão dos pequenos componentes de imagem que formarão os painéis OLED ou mesmo da escala de produção, uma vez que todas as grandes empresas que pesquisam o formato também produzem LCDs ou Plasma (portanto evitam a todo custo a possibilidade de canibalizarem suas próprias linhas de produto). Nesse grupo se incluem empresas como Samsung, Toshiba, IBM e Sony, apenas para citar algumas. E também porque as tecnologias concorrentes, principalmente Plasma e LCDs, também evoluíram para baixarem custos e apresentarem melhorias na qualidade.
Outra barreira para painéis OLED de grandes dimensões é a durabilidade dos protótipos, cujo tempo de vida útil está entre mil e duas mil horas de vida útil, o que é nada para um produto que será muito utilizado. Lembre-se que as moléculas orgânicas usam moléculas complexas e que sofrem uma degradação mais rápida, o que faz esta a questão que mais chama a atenção dos pesquisadores.
De acordo com os executivos da Epson, em um comunicado à imprensa quando o protótipo de 40 polegadas foi apresentado no Japão, a promessa é de qye os custos serão menores quando o produto atingir a escala comercial, podendo tornar estes painéis quase 50% mais baratos ao de uma tela LCD equivalente, desde que vencidos os desafios da durabilidade. O movimento também faria com que os outros fabricantes que já contam com uma dianteira na comercialização de plasma e LCDs retomassem suas pesquisas com OLED, sob risco de perderem uma vantagem competitiva, afinal, um cochilo de alguns anos, ou mesmos meses na área de eletrônica de consumo pode custar caro para um fabricante.E, felizmente, pode significar custos mais baixos para nós que amamos a tecnologia e produtos avançados.
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