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Novas câmeras de vídeo trocam fitas por cartões
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Atualizado em 06/08/2008



Por Valor Econômico

Nunca fui fã de câmeras de vídeo. Talvez porque eu não curtisse os filmes domésticos de outras pessoas (e porque não tenho filhos). Mas, principalmente, porque nunca quis carregar uma dessas máquinas grandes e desajeitadas para cima e para baixo. Elas são incontroláveis, com seus visores embutidos que precisamos desencaixar para poder usá-las; também são inconvenientes, com pelo menos meio quilo de peso; além disso, exigem que as transportemos em sacolas próprias, para termos à mão toda uma parafernália complementar - de baterias de reserva a adaptadores e fios. Uma máquina fotográfica simples, que eu possa colocar num bolso, já é suficientemente boa para mim. Ou, pelo menos, costumava ser.

Nos últimos dois meses, duas empresas lançaram câmeras digitais de vídeo do tamanho de uma carta de baralho, ou seja, um terço do tamanho da camcorder típica. Ambas - a SV-AV100, da Panasonic, e a FVD-C1, da Fisher -, são suficientemente pequenas para caber facilmente no bolso de uma calça. Já faz algumas semanas que venho brincando com esses modelos, e estou convencido de que algum dia todas as camcorders serão como essas.O segredo de seu tamanho diminuto? Nada de partes móveis. Em vez de usarem fitas, elas gravam suas imagens em cartões de memória. E produzem resultados muito melhores do que máquinas fotográficas digitais, que são capazes de registrar seqüências de vídeo, mas apenas clipes curtos e granulados. São também superiores às minicams "multimídia", que também funcionam com cartões de memória, da Gateway e de outros fabricantes, mas que, no melhor dos casos, produzem vídeos que ficam saltitando na única tela em que podem ser exibidos - uma minúscula janela no monitor de seu computador.

Com as duas novas câmeras, seus vídeos domésticos preencherão a tela inteira da TV. E a qualidade de imagem é quase tão boa quanto a das mais modernas camcorders de vídeo digital (DV) que usam fitas MiniDV. Na verdade, o modelo da Panasonic emprega a mesma técnica de gravação, no padrão MPEG-2, usada para gravar DVDs comerciais. O da Fisher usa uma versão de tela inteira e alta definição do MPEG-4, formato usado pelas minicams mais baratas. Como o MPEG-4 comprime o sinal de vídeo mais do que o MPEG-2, a imagem não é tão boa quanto à do equipamento Panasonic, porém é mais do que aceitável.A desvantagem é que, com a ênfase dos fabricantes em qualidade de vídeo, esses cartões de memória SD, do tamanho de um selo, ficam cheios muito rapidamente.

Cada filmadora vem com um cartão de 512 megabytes que, na opção de qualidade máxima, permite registrar 30 minutos de vídeo na máquina da Fisher ou 10 minutos (20 minutos se você baixar um pouquinho a qualidade) com a da Panasonic. Na definição mais baixa, você pode gravar muitas horas de vídeo - 10 horas na Panasonic, 3 horas na Fisher -, mas, provavelmente, não valerá a pena assistir ao resultado. Cartões extras custarão mais um pouquinho: os SD de alta velocidade usados pela Panasonic custam em torno de US$ 220, nos EUA.Como acontece com qualquer coisa "tecno-chique", as camcorders não são baratas. A Fisher, fabricada pela Sanyo Electric, custa US$ 899, também nos EUA. O preço de lista da câmera da Panasonic é de US$ 1 mil, mas varejistas na internet a vendem na faixa de US$ 750 a US$ 900. Ambas vêm com uma estação de acoplamento, o que torna fácil assistir seus vídeos na TV ou transferí-los para o computador.

Por causa dos curtos tempos de gravação, por enquanto nenhum desses modelos tornará obsoletas as camcorders com fitas. Mas é fácil ver para onde a tecnologia está caminhando. Conectores para cartões SD estão aparecendo por toda parte, em palms e impressoras. Eu encaixei o cartão do modelo Panasonic em um gravador de DVDs e transferi meus vídeos domésticos para um DVD. Você nunca conseguirá fazer o mesmo com fitas de uma camcorder.

Fonte: Jornal Valor Econômico







Palavras-chave: Novas | Câmeras | De | Vídeo | Trocam
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