As futuras licitações de TV a cabo deverão acontecer a partir de setembro, quando o conselho-diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) terá uma posição mais concreta sobre alguns condicionantes que precisam ser revistos, como redução do tempo de retorno de investimento.
"Há dez anos, o tempo previsto para se obter retorno sobre investimentos era algo em torno de 5 e 7 anos. Agora, é questão de meses", disse Ara Apkar Minassian, superintendente de comunicação de massa da agência reguladora. O último planejamento realizado pelo orgão para TV por assinatura foi em 1997.
O representante da agência, em abertura da Feira e Congresso ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) 2008, citou ainda o barateamento dos custos dos equipamentos, que influenciam na redução do tempo de retorno do investimento.
Quanto à participação das teles nos possíveis leilões de TV a cabo, Minassian disse que a Lei do Cabo deve ser respeitada. As empresas poderão obter licenças somente nas áreas onde não há interessados, caso contrário a participação se limita a 49% do capital. Essa regra valerá até a aprovação da PL 29, que dá direito às teles de entrar no mercado de TV a cabo.
O planejamento das licitações futuras deverão contemplar TV a cabo e MMDS, mas o leilão da TV a cabo é que será definido primeiro, segundo o representante da Anatel. "As licenças de MMDS só serão leiloadas depois de concluído o processo de renovação das atuais licenças, que vencem no dia 16 de fevereiro de 2010. O último leilão de licenças de TV a cabo foram feitas em 16 de fevereiro de 2000.
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