Cresce o roubo de identidade por crackers para comercialização de dados pessoais dos internautas no mercado negro. O maior alvo dos cibercriminosos são os números de contas bancárias, que representam 22% da venda de informações na rede. A revelação é do Relatório de Ameaças à Segurança na Internet, realizado pela Symantec, que acaba de ser divulgado no Brasil.
O estudo traça um panorama do mercado global da segurança na Internet e foi realizado com base em dados coletados de 1º de julho a 31 de dezembro de 2007. Em se tratando da venda de dados, a pesquisa constatou que informações de identidades, cartões de crédito e de contas bancárias representam 44% dos bens divulgados nos servidores ilegais no segundo semestre.
No ranking mundial da lista de dados colocados à venda pelos crackers o primeiro colocado é o de contas bancárias, com participação de 22% do total de itens comercializados no mercado negro. No primeiro semestre de 2007 esse tipo de golpe aparecia em segundo lugar.
Número de conta corrente a US$ 10
De acordo com o relatório, os dados de uma conta corrente de internautas podem ser comercializados no mercado negro entre US$ 10 e US$ 1.000. Já o número de um cartão de crédito, que é o segundo item mais vendido pelos cibercriminosos, custa entre US$ 20 e US$ 40.
O terceiro tipo de informação dos internautas mais comercializado ilegalmente pelos golpistas são os dados completos de identidade, oferecidos entre US$ 1 e US$ 15. O número de contas no eBay é o quarto mais vendido e custa entre US$ 1 e US$ 8.
Com a venda desses dados pessoais, os cibercriminosos fraudam as informações das vitimas e passam a aplicar golpe, como compras ilegais e saques em contas bancárias. O estudo da Symantec monitorou esse tipo de crime no exterior, mas ainda não avaliou como está essa prática no Brasil.
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