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Orquídeas ? Os novos métodos da atualidade permitem a multiplicação de plantas selecionadas em grande escala através da divisão meristemática e por cruzamento de espécies através das políneas(sementeiras), tornando-as bastante acessíveis. No Brasil, duas grandes famílias são muito representativas de sua espécie, pela beleza, cor, textura e porte; são as Cattleyas e as Laelias e seus híbridos Lelio-Cattleyas. Uma planta portando flores pode, tranqüilamente, permanecer dentro de casa de quatro a seis dias. Durante esse período deve-se molhar o substrato (xaxim) duas vezes. Depois corta-se as flores envelhecidas e coloca-se a planta no orquidário, telado, ripado ou em lugar arejado; varanda, jardim de inverno ou próximo a uma janela, evitando-se o sol direto. Para o bom cultivo das orquídeas existem seis fatores que são importantíssimos: Luz, Água (rega), Calor, Ar, Adubação e Desinfecção.
Luz As orquídeas devem ser protegidas contra a incidência direta dos raios solares que as queimam. Por esse motivo, é necessário abrigá-las na sombra de um ripado, área protegida com tela de sombreamento ou sob a folhagem das árvores, em condições semelhantes àquelas em que vivem na natureza. Além disso, elas agradecem muito um complemento de luz artificial no inverno, quando os dias são muito curtos. Sem luz elas não podem viver. É fácil verificar se a quantidade de luz é suficiente, basta observar a cor das folhas. Se essas conservarem uma cor verde-alface significa que o equilíbrio de luz está perfeito; se o verde tornar-se mais escuro, tendendo para verde-garrafa, há insuficiência de luz, e como resultado disso, no caso de Cattleyas e gêneros afins, os bulbos ficam alongados e caídos com sérios prejuízos para a inflorescência. Se a cor das folhas atingir um tom verde-amarelado, há sinais evidentes de excesso de luz e isso poderá causar uma grave desidratação da planta e conseqüente atrofiamento. Neste caso é aconselhável proteger as plantas com tela de nylon, sombrite ou folhas de palmeiras espalhadas sobre o ripado. Na estufa a pintura dos vidros com água de cal é muito útil, especialmente no rigor do verão.
Água As chuvas prolongadas e regas excessivas são responsáveis pelo apodrecimento das raízes, porque estas, escondidas no substrato dos vasos, no qual as orquídeas são plantadas, recebendo água sobre água, em acumulação e sem a necessária aeração, acabam por entrar em decomposição devido à expansão dos fungos e bactérias no meio favorável. É preciso abrigar as orquídeas do excesso das chuvas com uma cobertura de vidro ou plástico, a três metros de altura, que permita a indispensável ventilação, ou transportá-las para um lugar coberto nos dias de chuva. O substrato dos vasos deve ser conservado sempre ligeiramente úmido, mas nunca encharcado. Uma rega abundante pela manhã é o bastante para manter o substrato úmido por vários dias, mas quando a temperatura estiver elevada, as vezes será necessário regar diariamente, em dúvida, coloque a ponta do dedo no substrato, se estiver bem seco, regue novamente. É possível que uma ou outra planta, às vezes, precise de nova rega no dia seguinte, mas de forma geral deve-se molhá-la só quando o substrato estiver novamente seco. No verão as regas deverão ser mais freqüentes porque o substrato se desidrata mais rapidamente devido a ação da insolação, mas no inverno as regas devem ser bem espaçadas, talvez uma só por semana ou até menos, quando o tempo for muito úmido, mas no inverno devemos tomar algumas precauções, pois em algumas regiões do Brasil, os dias são muito secos, com ventos gelados que também desidratam sobremaneira nossas plantas. É muito importante observar as condições da planta antes de regá-la: no período de brotação ela necessita de mais água. No período de repouso vegetativo (após floração), convém reduzir as regas ao mínimo, apenas para evitar que o substrato fique inteiramente seco. Devemos lembrar que o substrato e as próprias folhas absorvem sempre alguma umidade do ar, assim sendo, as orquídeas dificilmente irão morrer desidratadas.
Calor As orquídeas em geral prosperam bem de 10ºC a 30ºC com a umidade relativa do ar entre 50% e 80%. A temperatura ideal para as Cattleyas, por exemplo, é de aproximadamente 22ºC, mas elas resistem facilmente a temperaturas ligeiramente superiores a 30ºC ou inferiores a 10ºC, desde que não permaneçam expostas a tais extremos por tempo prolongado. No Brasil não há necessidade de aquecimento artificial, porém as plantas precisam ser protegidas do vento frio e úmido, especialmente durante o inverno. Por outro lado, o calor muito forte deve ser compensado com regas mais intensas ou água pulverizada no ambiente e sobre as folhas e se o piso for de concreto, molhe-o bem, pois a evaporação aumentará a umidade do ar.
Ar A boa ventilação é um fator muito importante para o êxito da cultura de orquídeas. Procurar sempre um lugar bem arejado e ventilado para a construção de um ripado ou uma estufa. Apenas nas regiões frias as plantas devem ser protegidas durante o inverno, fechando um pouco os lados da estufa ou ripado para evitar correntes de ar frio sobre as plantas. O mesmo não acontece nas regiões de clima quente ou ameno, onde o arejamento deverá ser permanente. É importante salientar, a umidade relativa do ar, atente bem para a umidade da região do cultivo.
Adubação Há muitos adubos preparados especialmente para orquídeas, tanto estrangeiros quanto nacionais, de diversas fórmulas diferentes, especificamente para crescimento com o Nitrogênio (N) em maior quantidade, outros com o Fósforo (P) bem mais alto, quando se deseja favorecer a floração, todos de ótima qualidade. Porém há poucos que contêm os 14 elementos necessários a um completo desenvolvimento, floração e frutificação das plantas em geral. O Biofert, desenvolvido e produzido no Brasil, contém os 14 elementos necessários em proporções cientificamente balanceadas a fim de que a planta obtenha máximo rendimento através de uma adubação constante, regular e equilibrada. Indicado principalmente para a manutenção de plantas adultas. Mas o mais importante na Orquidofilia, como nas demais plantas em geral é a regularidade nas adubações, com períodos intercalados de 7 em 7 dias, de 15 em 15 dias e no mínimo de 30 em 30 dias. A percepção do cultivador é o fator mais importante dentro de um orquidário, cuidar do estado fitossanitário do vaso, da planta, demonstra claramente se o cultivo vai bem ou não. No replantio de orquidáceas, recomendamos a utilização do Biofert Raiz. Após a limpeza das raízes, imergir/mergulhar a planta inteira em solução de Biofert Raiz por no máximo um minuto. Após este procedimento, coloque a planta em meia sombra evitando novas regas por 72 horas, para que a planta absorva todos os nutrientes e demais agentes. Após este tempo dar tratamento normal à planta. Recomendamos também, para estimular a brotação de gêmulas (gemas) duas aplicações anuais de Biofert Raiz em março e outubro, evitando-se o inverno e alto verão, assim suas plantas terão maior número de raízes, o que proporcionará maior área de captação de nutrientes.
Desinfecção É indispensável, como medida preventiva, o uso de bons inseticidas e fungicidas, em pulverizações espaçadas de 07 em 07 dias quando em caso de infestações, para se buscar atingir o ciclo reprodutivo dos insetos e 40 a 90 dias preventivamente, ou sempre que manifestarem as doenças. Os insetos em geral danificam as folhas e perfuram os bulbos, que logo se deformam. As cochonilhas e os coccideos vivem agregados às plantas para sugar as seivas, pois todas as plantas produzem amidos, que são doces, tornando estes insetos em caso de não tratamento em verdadeiras colônias, e em não sendo combatidas, comprometerão bastante a saúde das plantas, muitas vezes irreversivelmente. Os fungos são identificáveis como manchas marrons escuras, com aparência de ferrugem, que vão se alastrando e mesmo chegando até tomar por completo as folhas. Um fungo bastante predominante em orquidáceas é em formato redondo, bem homogêneo que é controlado apenas perfurando toda a espessura da folha no centro e nas bordas da mancha com um alfinete ou agulha, o simples fato da introdução do ar na película já é suficiente para conter sua expansão. Fica feio, mas não se perde a folha. Os pulgões também causam prejuízos porque sugam a seiva das plantas. Recomendamos a aplicação do Combat não só por cima das folhas mas principalmente por baixo das mesmas, porque é ai que se localiza a maioria das pragas e moléstias. Também é necessário defender as orquídeas contra o ataque das lesmas ou caramujos, alguns deles muito pequenos, quase imperceptíveis a olho nu, que devastam as plantas comendo vorazmente as flores e as raízes! É conveniente usar preventivamente iscas, após a rega normal, utiliza-se muito colocar pratinhos ou pires com cerveja, por volta de 19 horas e lá pelas 23 horas, recolhê-los e fazer a catação manual. Também podemos utilizar fatias de batata e chuchu frescos para atraí-los e posteriormente promover a catação manual com rigor até exterminar completamente estes moluscos indesejáveis. Ao utilizar ferramentas, esterilize-as, pois podem conter algum vírus/fungos e transmití-los a suas plantas. |