A pesquisa da tecnologia de TV digital no Brasil contará com 80 milhões de reais em recursos bancados pelo Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), segundo minuta de decreto entregue nesta sexta-feira à Casa Civil.
O documento, elaborado por um grupo interministerial, estabelece os princípios para o incentivo à produção nacional da tecnologia de TV digital.
Os estudos serão desenvolvidos por pelo menos 30 universidades e três institutos de pesquisa: Genius, ligado à fabricante de eletrônicos Gradiente; Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), afirmou à imprensa o ministro das Comunicações, Miro Teixeira.
O ministro explicou que novas entidades poderão apresentar propostas, contribuindo com o projeto. Não se vai fechar as portas para ninguém, disse Miro após a entrega do documento ao ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Com a publicação do decreto, as entidades poderão apresentar seus projetos ao CPqD, encarregado pela distribuição dos recursos, e, no prazo de até 40 dias, o dinheiro deverá ser liberado. O ministro espera que a publicação do decreto ocorra o mais rápido possível e estima que um ano após a liberação dos recursos o Brasil terá definido seu sistema próprio de TV digital.
O Japão, os Estados Unidos e a Europa já possuem suas próprias tecnologias, mas a criação de um sistema no Brasil vai permitir maior adaptação à realidade local, além de favorecer a redução da dependência tecnológica e de incentivar a produção de softwares no país.
A tecnologia da TV digital permite reprodução de imagens em alta definição, multiplicidade de canais e interatividade, o que deve ser um meio de universalização da educação à distância.
O grupo interministerial que elaborou o texto do decreto foi composto por representantes dos ministérios das Comunicações, da Cultura, do Desenvolvimento, da Educação, da Fazenda e Relações Exteriores, além da Secretaria de Comunicação do governo federal, sob coordenação da Casa Civil.
A pesquisa será acompanhada por três grupos compostos por representantes do governo, técnicos e entidades interessadas como Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA), disse Miro.
Fonte: Reuters
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