
Com a popularização de eletrônicos, como máquinas digitais, GPS e MP3 players, pilhas recarregáveis passaram a ser um bom negócio para quem usa muito esses equipamentos. As baterias renováveis, apesar de mais caras do que as descartáveis, no longo prazo, acabam sendo mais econômicas para o bolso do consumidor.
Segundo Darci Polastre, gerente de vendas da Abitron Oth e especialista em equipamentos de informática, o uso desses dispositivos pode gerar gastos até 400 vezes menores, quando comparado a pilhas descartáveis.
Os preços das baterias renováveis variam de R$ 20 a R$ 60, de acordo com a marca, e os carregadores, entre R$ 20 a R$ 100, dependendo do fabricante. O ideal é comprar carregadores da mesma marca das pilhas. Cada bateria permite até 1mil recargas. ?As baterias convencionais do tipo alcalina, mesmo sendo as mais duráveis do mercado, acabam saindo bem mais caras para o usuário que usá-las em equipamentos como câmeras digitais?, justifica o especialista.
Tipos de pilhas
Na hora de comprar um conjunto de pilhas recarregáveis é importante considerar os tipos de tecnologia disponíveis. O primeiro tipo que surgiu no mercado é o NiCd (Nickel Cadmium), em português Níquel Cádmio. ?Este modelo tem menor tempo de vida útil e capacidade de carga. Além disso, essa bateria sofre de "efeito memória" com o tempo. Por isso, estão cada vez mais em desuso?, alerta Polastre.
Outro exemplo de pilha recarregável são as NiMH (Níquel-Metal Hydride), ou Níquel Metal Hidreto. ?Este tipo está entre os mais usados do momento. Elas oferecem maior capacidade e tempo de vida e são menos poluentes, já que não contêm cádmio em sua composição?. Outra vantagem é que elas não têm do efeito memória.
Existe também o modelo de LiIon (Lithium Íon), ou Lítio Íon. Essas pilhas são as que têm maior tempo de vida útil e capacidade de carga, mas são mais caras e difícil de encontrar nos formatos AA e AAA. ?O ideal é seguir as instruções do fabricante do equipamento para escolher a bateria", ensina Polastre.
Recarga e descarga
A capacidade das pilhas é medida em miliampéres por hora (mAh). Logo, para avaliar quanto vai durar a carga é preciso saber o quanto o aparelho consome. Por exemplo, um equipamento com consumo de 200 mA que utilize uma pilha de 1000 mAh funcionará por cerca de 5 horas. O cálculo não é preciso, já que outros fatores influenciam no consumo. ?O tempo de uso varia muito. Depende de quanto tempo o aparelho vai ficar ligado e em uso. Uma pilha recarregável parada chega a perder 15% da sua carga por mês?, diz.
Já em relação ao medidor de carga de baterias, o especialista explica que é comum eles apontarem uma carga abaixo do que a pilha realmente tem. ?Esses medidores são softwares do próprio equipamento eletrônico e para eles é muito difícil avaliar com precisão o que acontece na parte interna da pilha?. Além disso, alguns aparelhos são preparados para pilhas comuns, de 1,5V, e as recarregáveis são de 1,2V. Logo, mesmo depois da recarga completa, o indicador não apontará 100% de carga.
Dicas de conservação
Não existe muito segredo para conservar pilhas recarregáveis. Mas há algumas recomendações de praxe, como não deixar a pilha muito tempo dentro do equipamento. ?Se o aparelho não estiver em uso, não é bom deixar a pilha nele mais do que quatro dias porque pode ocorrer vazamento?, orienta o especialista.
Outra dica é ficar atento ao fabricante e às especificações técnicas do produto que usará a pilha, evitar quedas e não deixar as baterias recarregáveis em lugares quentes. Já durante a recarga, a transmissão de corrente elétrica entre pilha e carregador pode gerar aquecimento. Por isso é importante escolher um carregador capaz de identificar quando a pilha está totalmente carregada para cortar a corrente. O super-aquecimento pode fazer a pilha vazar e, na pior das hipóteses, explodir.