Existe atualmente 12 projetos de set-top box já aprovados no pólo industrial de Manaus. Segundo José Alberto da Costa Machado,
coordenador geral de estudos econômicos e empresariais da Suframa, há um investimento previsto de R$ 250 milhões para estas propostas. ?Esperamos q até o meio do ano tenhamos até mais 10 novos projetos?. Alguns devem chegar ao mercado ainda este mês.
De acordo com Machado, diversas empresas da região que já fabricam set-top box para TV a cabo e satélite ainda não apresentaram seus projetos para TV Digital. ?Trata-se de um produto com a mesma estrutura de manufatura dos já disponíveis no mercado, todos são conversores, o que muda é o sinal?.
Entre as propostas há conversores na faixa de até US$ 0,99, de US$ 100 a US$ 199, de US$ 199 a US$ 299 e outros acima de US$ 300. ?Esses são os preços na porta da fábrica. Vai depender de como o produto chegará aos consumidores?. O governo federal está estudando, em parceria com o governo manauense, um plano para levar o dispositivo até as casas dos brasileiros mantendo o preço original.
A nossa expectativa de produção para 2008 é de 4,5 milhões de set-top box. ?Essa é a capacidade produtiva, obviamente só produziremos se houver mercado?. Para 2009 a projeção é de 6,5 milhões de conversores e em 2010, 8,9 milhões. ?Tudo vai depender da demanda?, justifica Matos.
Set-top box a US$ 100
Atualmente, o PIM (Pólo Industrial de Manaus) produz set-top box em larga escala, 5 milhões de unidades ao ano, voltado para TV a cabo e TV por satélite. Os equipamentos têm um custo de fabricação em torno de US$ 50 e atendem tanto mercado interno, quanto exportações.
Mas de acordo com informações da Suframa, a maioria destes produtos e destinada a clientes específicos, não são vendidos isoladamente nas lojas, não necessitam de propaganda e marketing, não possuem logística de distribuição, não têm rede nacional de assistência técnica, nem equipe nacional de vendas e nem financiamento ao consumo. Da mesma forma, esses produtos não passam pela rede de varejo e não tem, portanto, em seu preço, um importante elo na cadeia de comercialização.
A conclusão é que partindo do custo acima, a Suframa não considera exagero dizer que o preço final ao consumidor do produto, se fosse tratado como produto típico de consumo (como é caso do conversor digital), estaria próximo a US$ 100. Esse seria o preço-parâmetro para uma tecnologia consolidada, menos sofisticada e utilizada mundialmente há décadas, afirma o órgão.
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