Resolução do Contran abre espaço a GPS
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Boas notícias para quem busca entretenimento ou orientação no carro. Uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) dá nova chance aos aparelhos de DVD instalados no painel e aos navegadores por GPS (sistema de posicionamento global).
Em vigor desde 1º de março, a resolução 190 permite que equipamentos geradores de imagens sejam instalados na parte da frente do veículo desde que elas sejam interrompidas quando o carro entrar em movimento. Essa resolução revoga a 153 (de dezembro de 2003), que liberava as telas apenas para os passageiros traseiros.
Agora, se tiver um DVD instalado no painel do carro, o motorista pode assistir à atração caso o freio de mão esteja puxado. O condutor pode acompanhar não só filmes mas a programação da TV, com um sintonizador acoplado.
A resolução alegra também o mercado de equipamentos automotivos. "Antes, a venda era restrita porque o uso era ilegal", diz André Andrade, supervisor de marketing da Pioneer. O gerente de produto da linha de som automotivo da JVC, Alex Simões Silvério, estima em 20% o crescimento se comparado a 2005.
GPS
As empresas que já fabricam equipamento de GPS no exterior também estão otimistas. Com a resolução, quando o carro estiver em movimento, a tela exibirá somente símbolos que orientem a direção. Com o freio de mão puxado, os mapas aparecerão.
Segundo Carlos Storniolo, diretor de vendas, marketing e planejamento da Delphi, devem caminhar em paralelo os testes da nova eletrônica dos carros para receber o equipamento e o desenvolvimento dos mapas para alimentar o sistema de navegação.
O mapeamento de grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio, já está concluído. Porto Alegre, Curitiba e o litoral de São Paulo são os próximos da fila.
De acordo com Ricardo Rocha, representante comercial de novos negócios da Magneti Marelli, o consumidor verá carros brasileiros equipados com GPS no Salão de São Paulo, em outubro. O mistério que ainda permanece é o preço: nos EUA, vai de US$ 500 a US$ 700. O software terá de ser atualizado duas vezes ao ano.
Mas, para Wanderley Galle, coordenador da Blaupunkt, o Brasil ainda não tem um banco de dados satisfatório ou consumidores suficientes para o uso do GPS. "Há a necessidade de mercado, mas não sei se comporta poucos usuários." |