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As Primeira Moedas Gregas
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Atualizado em 05/11/2007

Primeiro passo

As Primeira Moedas Gregas

Os poemas de Homero descrevem uma série de comunidades gregas espalhadas por todo mar Egeu. A princípio, essas comunidades mantiveram poucos vínculos entre si, mas, em fins do período homérico (século VIII a. C), o desenvolvimento das cidades-estado começou a estabelecer relações mais regulares, com o aparecimento das guerras e do comércio.

O deslocamento das populações gregas para o mar Egeu e, mais tarde, para os mares da Mármara e Negro, derivou das técnicas de exploração agrícola muito rudimentar. Isso fez com que o progresso da economia e o aumento da riqueza só pudessem se originar do aumento do território e da exploração intensiva do solo.

Os colonizadores gregos lançaram-se inicialmente ao litoral da Ásia Menor, onde fundaram Éfeso e Mileto, e às ilhas do mar Egeu, onde estabeleceram uma Eubéia, Lemnos, Cíclades e Espórades. Seguindo para o Ocidente chegaram a Creta, Chipre, Rodes e até pontos longínquos como a Sicília e o sul da Itália e a Espanha.

Tais colônias desempenhavam um papel fundamental no desenvolvimento econômico das cidades-estado gregas, para onde exportavam escravos, produtos agrícolas e matérias-primas.

Enquanto a economia das cidades-estado gregas ainda se baseava nas atividades agríco-pastoris, era possível manter o comércio através da troca. Os primeiros padrões de troca parecem ter sido a gado e utensílios domésticos. Entretanto, a expansão comercial, com o surgimento de colinas gregas em lugares tão distantes como a península Ibérica e o mar Negro, começou a demonstrar a necessidade de se adotar um objeto de troca que tivesse aceitação universal, e que fosse menos incômodo que uma vaca.

A primeira idéia foi usar os metais preciosos. Mas ainda havia inconvenientes. A cada troca era preciso pesar o metal e verificar a sua pureza. O ideal seria que uma autoridade respeitada se responsabilizasse pelo peso e pureza do metal.

No século VIII a.C , um país da Ásia Menor , a Lídia, introduzia a moeda. Nada mais era do que uma peça de ouro com os signos reais que garantiam seu valor. Mileto, Galcis, Corinto e Atenas, principais cidades comerciais da Grécia, adotaram a inovação.

Além do ouro, usou ?se também a prata, o eletro (liga de ouro e prata), o cobre e o bronze. Com o desenvolvimento da técnica de cunhagem, que consistia na impressão sobre o metal quente do desenho gravado em uma matriz, as moedas passaram a ter impressas as efígies de deuses e inscrições cada vez mais complexas.

AS MOEDAS

Moedas da Lídia:

As primeiras moedas originárias da Lídia, já no século VIII a.C , tinham estampas as variadas , o que faz supor que fossem cunhadas por particulares. O primeiro soberano a dar à moeda um caráter oficial foi Giges (685-652 a.C). Feitas de eletro, nelas era impresso o selo real.

Creso (560-456 a.C), também rei da Lídia, tornou-se lendário pela sua fabulosa riqueza. Sua moeda chamava-se dracma e era cunhada em outro, com a estampa de um leão e um touro.

Moedas Jônicas:

As colônias gregas da Ásia Menor copiaram a técnica de cunhagem dos lídios e também os motivos que utilizavam na gravação. A pequena moeda de prata de 1.16gramas traz impressa a cabeça de um leão. A inovação jônica deu-se no reverso, onde o formato tomado à bigorna em que eram forjadas as peças foi estilizado.

Moedas de Argos:

Fidom, rei de Argos, no Peloponeso, foi o introdutor da moeda na Grécia continental. Tais peças foram a principio cunhada na ilha de Egina. A moeda era de prata e estampava uma tartaruga marinha, animal dedicado à deusa Afrodite.

Moedas do Corinto:

A importante cidade comercial de Corinto, à entrada do golfo do mesmo nome, já no século VII a.C, iniciava a cunhagem de suas moedas. Esse estatério de prata pesava 7,5 gramas e apresentava como o motivo; Pégaso.

Moeda de Tassos:

A pequena ilha de Tassos cunhou esse dracma de prata representando uma dança entre um sátiro e uma ninfa. A moeda de Corinto e a de Tassos têm em comum um reverso onde aparece uma espécie de cruz gamada. Até então, a técnica de fabricação consistia em martelar uma matriz contra a peça, que no reverso assumia o contorno da bigorna em que era colocada. Não fora ainda introduzido o sistema de impressão de verso e reveso.

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Palavras-chave: Moedas | Gregas | Primeiras | Grecia | Numismatica
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