EGP - Exterior Gateway Protocol
Foi o primeiro exemplo de um protocolo de roteamento de gateway externo. EGP tem três componentes: Aquisição de Vizinho, Alcançabilidade do Vizinho e Informação de Roteamento.
A informação de roteamento do EGP é similar aos protocolos de vetor de distancia, mas ele omite a métrica para as rotas propagadas. EGP foi implementado desta forma pois ele foi projetado para internet, quando foi assumido que haveria rede central, com domínios de roteamento conectado à estes centro por um roteador. O maior problema quando usar EGP em uma rede mais generalizada é que, como não é feito uso de métricas, se há mais de um caminho para um destino, pacotes muito facilmente podem cair em loops de roteamento.
BGP - Border Gateway Protocol
Foi introduzido para melhor o desempenho sobre o EGP. A principal característica do BGP é que foi introduzido um protocolo de transporte confiável, para assegurar que as atualizações de roteamento foram recebidas. Também implementa um mecanismo de keepalive. Para assegurar que o roteador BGP conheça se os roteadores BGP na sua vizinhança apresentam falha. BGP não transmite métrica em suas mensagens de atualizações de roteamento, mas transmite um caminho para cada AS que lista os ASes a serem visitado no caminho para o AS de destino, evitando assim o problema de loop nos pacotes que acontece no EGP.
BGP trabalha com políticas de escolha de melhor caminho ou como alcançar determinado AS ou rede pré definidas. Uma política pode ser manualmente configurada e permite a um roteador BGP fazer uma lista das possíveis rotas para outro AS, selecionado o melhor caminho.
Configurando BGP
Nós podemos usar um exemplo para discutir como configurar BGP em um roteador.
· Definir BGP como processo de roteamento;
· Determinar as redes internas a este AS que serão propagadas as rotas;
· Definir o relacionamento que esses roteadores terão com os vizinhos;
· Atribuir pesos administrativos aos caminhos para controlar o processo de seleção de caminho.
Esta é uma configuração básica para BGP, entretanto há muitas outras configurações que podem ser implantadas.
Os seguintes comando são aplicados no router 6:
Router6(config)#router bgp 3 Router6(config-router)#network 147.30.0.0 Router6(config-router)#network 150.1.0.0 Router6(config-router)#neighbor 147.30.1.1 remote-as 3 Router6(config-router)#neighbor 160.4.5.5 remote-as 2
A primeira linha nesta configuração define BGP no AS 3 para o router 6. As próximas linhas definem as redes internas ao AS 3 que serão propagadas via BGP. A quarta linha define um vizinho interno, que está no mesmo AS. O processo BGP no router 6 irá agora trocar informações com um processo BGP definido no router 5. A quinta linha define um vizinho em um AS diferente no qual o router 6 irá trocar informação.
O efeito desta configuração é que o router 6 irá dividir informações sobre as redes 147.30.0.0 e 150.1.0.0 com os dois routers especificados via atualizações BGP.
A ultima coisa a fazer nesta configuração básica de BGP, é atribuir pesos administrativos para controlar o processo de seleção de caminho. No exemplo, um peso de 40000 é atribuído ao caminho para router 4.
Router6(config-router)#neighbor 160.4.5.5 40000
Este peso administrativo pode variar entre 0 e 65535, e o default é 32768. O efeito de aumentar o peso para o router 4 é fazer menos atrativo quando R6 está calculando qual caminho usar.
Redistribuindo Informações de Rotas Entre Protocolos
Se você tiver a oportunidade de construir uma rede do zero, e pudesse projeta-la de tal modo que somente dispositivos que rodariam protocolos de roteamento fossem routers, você poderia escolher seu protocolo favorito e usá-lo exclusivamente. Embora tipicamente o que exista na prática é que a rede já existe rodando um protocolo de roteamento. Máquinas UNIX possuem algumas responsabilidades de roteamento em algumas redes. Como muitas máquinas UNIX suportam apenas RIP, e é improvável será a melhor escolha de protocolo de roteamento para uma rede de qualquer tamanho. A questão envolve quantos protocolos de roteamento podem coexistir em uma mesma rede, permanentemente ou em um período de migração.
A resposta é Redistribuição. Um router pode ser configurado para rodar mais de um protocolo e redistribuir informações de rotas entre os dois protocolos. A idéia é que haverá múltiplos domínios na rede, cada um operando com um protocolo diferente. Na fronteira ou borda entre esses dois domínios, um router tem a responsabilidade de rodar ambos protocolos e informar cada domínio sobre as outras redes no protocolo apropriado.
Um roteador de borda configurado para redistribuir entre RIP e IGRP
Neste exemplo, router 1 tem que rodar RIP e IGRP, então informar ao domínio A sobre as redes no domínio B com atualizações RIP , e informar ao domínio B sobre as redes no domínio A usando atualizações IGRP. O router desta figura será capaz de atribuir uma métrica para todas as rotas que ele redistribui de um domínio para o outro. Ele não pode traduzir métricas de um protocolo para o outro. A princípio isto pode ser visto como um problema, pois todas as redes são redistribuídas com o valor da mesma métrica, não importando onde elas e alocam no outro domínio. Na realidade isto não é problema, desde que para alcançar o domínio B do domínio A, todas as conexões passem através do mesmo router, então a parte inicial da ?viajem? é identificar quando enviar pacotes entre domínios.
Neste exemplo, um pacote destinado para o domínio A, originando no domínio B, alcança o roteador 1. Router 1 tem então sua tabela de roteamento preenchida com entradas para as redes no domínio A que foram calculadas usando atualizações RIP. O pacote então encontrará o melhor caminho para a rede de destino.
A seguir um exemplo de como um processo de roteamento poderia ser configurado no router 1, para redistribuir rotas entre dominios RIP e IGRP.
Dada uma configuração básica para IGRP e RIP, os comandos de redistribuição estão em negrito:
router igrp 12 timers basic 15 45 0 60 network 164.8.0.0 network 193.1.1.0 no metric holddown metric maximum-hop 50 redistribute rip default - metric 300 344 200 200 200
router rip network 150.1.0.0 network 120.0.0.0 redistribute igrp 12 default-metric 3
Isto assume que o Domínio A tem redes 150.1.0.0 e 120.0.0.0 e Domínio B tem redes 164.8.0.0 e 193.1.1.0.
Os cinco valores no comando default-metric na seção router IGRP são as métricas que serão enviados em atualizações IGRP, para rotas aprendidas via RIP. Na seção router RIP, rotas aprendidas das atualizações IGRP será propagadas com a métrica 3.
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