Protocolos de Roteamento
Como a tabela de roteamento é o centro de uma rede roteada, foram implementados protocolos de roteamento para mante-las atualizadas automaticamente. Um protocolo de roteamento tem como objetivo notificar à todos os roteadores as redes que ele conhece e qualquer mudança que ocorra nesta rede (por exemplo, como resultado de uma falha em algum link da rede, o roteador aprenderia ou criaria uma rota para esta rede).
Protocolos que trabalham com vector de distancia (Distance Vector), como RIP e EIGRP enviam atualizações em tempos regulares (default de 30 segundos para RIP e 90 para EIGRP, embora isto possa ser configurável) que incluem informações de todas as rotas conhecidas pela tabela de roteamento. Para tabelas de roteamento muito grande, estas atualizações podem consumir uma banda considerável (se uma tabela de roteamento tem mais de mil rotas, irá consumir cerca de 128K de banda a cada vez que uma utilização for enviada). Estas atualizações são enviadas somente para os roteadores vizinhos.
Protocolos link state usam um mecanismo diferente. Estes protocolos enviam um pequeno pacote de hello a cada 30 segundos a todos os roteadores na rede como mensagem de keep-alive. Informação de rotas são enviadas sempre que alguma coisa mudar e somente serão enviados aos roteadores que precisaram mudar alguma coisa em sua tabela de roteamento. Estes protocolos podem ser um pouco melhores em consumo de banda, porém necessitam de maior processamento e memória dentro dos roteadores para operar bem.
Se um roteador aprende dois jeitos de chegar a uma subrede remota usando RIP, a rota com a métrica mais baixa, será selecionada e colocada na tabela de roteamento. Se as métricas são iguais, o roteador pode colocar as duas rotas na tabela de roteamento, contudo, usando RIP, só uma rota será usada.
Se um roteador aprende dois jeitos de chegar a uma subrede remota usando IGRP, a coisa fica diferente. Se as duas rotas tiverem métricas iguais, as duas são colocadas na tabela de roteamento e o tráfico é dividido entre as duas rotas. Se a métrica para as duas rotas está dentro de um valor pré definido, o tráfico será dividido entre elas na proporção do valor das métricas. Se a diferença entre os valores das métricas for muito maior do a variância pré definida, a rota com menor métrica será colocada na tabela de roteamento. A variância predefinida para IGRP é 1.
Dentro de uma rede você pode restringir a distribuição e aceitação de atualizações de rotas via interfaces passivas. Se a interface de um roteador é definida como passiva ela somente receberá atualizações mas não enviará nenhuma. Se você quer receber informações de atualizações de rotas apenas de alguns roteadores você pode usar o comando neighbor (somente roteadores Cisco), identificando o IP dos routers que você aceitará atualizações.
Em rede com multi-protocolos, pode haver mais de um protocolo de roteamento em uso. Se um roteador aprende uma rota através de dois protocolos de roteamentos diferentes, como ele vai selecionar a informação que será colocada na tabela de roteamento? Neste caso a comparação das métricas é sem uso pis o RIP por exemplo uso uma forma de calculo de métricas diferente do usado em IGRP que é diferente do usado em OSPF. O jeito que este problema é lidado em Ambientes Cisco é designar uma distancia administrativa para cada protocolo, e pegar as informações do protocolo com menor distancia administrativa. RIP tem uma distancia administrativa de 120. OSPF 110, EIGRP 100, IGRP 90, rotas estáticas tem distancia administrativa 1 e diretamente conectado a porta ou interface 0.
O próximo ponto a ser considerado são Sistemas Autonomos (AS) e áreas OSPF. Um AS é uma coleção de números de redes sobre uma administração comum. Por default, irão processar atualizações de rotas que originarem no nesmo AS, e desconsiderarão as atualizações vindas de outros ASes.
Então com um roteador IGRP, a hierarquia do Endereço IP começa com, número de AS, número de rede e numero de subrede.
Com sistemas OSPF, uma outra hierarquia é apresentada, Área de Roteamento (Routing Area). Cada sistema OSPF tem ao menos uma área configurada. Como protocolos link state mantêm um banco de dados topológico de todos os números de rede, que é usado para calcular entradas para a tabela de roteamento. Para reduzir o tamanho deste banco de dados topológico e para faze-lo gerenciavel para uma rede grande, é usado a divisão de um sistema OSPF em múltiplas áreas, cada área é interconectada via Area 0 ( Area Backbone).
Há a opção de usar VLSM (Variable Length Subnet Mask) com protocolos de roteamento híbridos ou link state. Com protocolos de vetor de distancia como RIP e IGRP, somente um valor de mascara de subrede pode ser usado em uma rede, valores de mascara não são enviados em atualizações de roteamento. Nesta situação, o protocolo de roteamento procura ver a mascara usada na interface que ela recebeu a atualização de roteamento e assume que a mascara está em uso na rede.
Em protocolos link state e híbridos, informação de mascara de subrede é enviada em atualizações de roteamento, que permite uma mascara de subrede diferente ser usada em diferentes parte da rede.
Os protocolos que foram discutidos até agora foram IGRP (Interior Gateway Routing Protocols) ou seja protocolos de roteamento de gateway interno. Protocolos externos também existem. Estes protocolos foram inventados para regular que tráfico pode viajar entre diferentes AS e proteger cada um de bugs que possam surgir em um AS remoto. Os mecanismos que iremos examinar aqui são roteamento estático, EGP (Exterior Gateway Protocol) e o BGP (Border Gateway Protocol). Um AS é uma coleção de redes sob uma administração comum. Processos de roteamento como IGRP e OSPF são iniciados como número de AS na configuração do roteador e somente aceita atualizações de outros roteadores dentro do mesmo AS. Diferentes números de AS são usados na internet.
Roteamento Estático: Geralmente um administrador de rede com experiência vai buscar minimizar qualquer configuração manual. No caso de protocolos exteriores, isto pode ser diferente, pois o roteamento estático oferece um número de vantagens para fazer roteamento entre AS. Estas vantagens podem se resumir no seguinte:
· Flexibilidade completa sobre o aviso das subnets e a seus next hops;
· Nenhum trafego de protocolos de roteamentos viaja no link inter-AS;
· Como nenhum protocolo de roteamento está trafegando no link inter-AS, não há possibilidade de uma falha de um roteador em um AS afetar em outro AS.
Roteamento Estático entre ASes
Para completar o roteamento estático para conectar estes dois Ases, em roteadores Cisco, use os seguintes comandos:
RouterA(config)#ip route 47.0.0.0 255.0.0.0 80.4.4.5 RouterA(config)#ip route 48.0.0.0 255.0.0.0 80.4.4.5
RouterB(config)#ip route 45.0.0.0 255.0.0.0 80.4.4.4 RouterB(config)#ip route 46.0.0.0 255.0.0.0 80.4.4.4
Isto fala para cada AS como alcançar as redes no outro AS.
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