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PUMA - O carro esportivo brasileiro.
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Atualizado em 04/08/2008

A PUMA foi a marca brasileira a produzir o maior número de automóveis esportivos, os modelos mais conhecidos são: Puma GT/Spyder, Puma GTE/GTS (este é o modelo que foi produzido em maior quantidade), posteriormente foram renomeados para GTI/GTC, P018 e Puma GTB. Utilizou em seus automóveis mecânicas Volkswagen (4 cilindros), General Motors (6 cilindros) e DKW (3 cilindros). Houve ainda caminhões de pequeno porte Puma.

O Puma teve origem para as pistas. O projetista Rino Malzoni desenvolveu um protótipo em metal, que, em 1964 foi vitorioso em 5 eventos, sue estréia foi em Interlagos no Grande Prêmio das Américas. O nome Malzoni foi posteriormente adotado para designar o esportivo.

O conceito que estabeleceu e utilizou até 1995: projetar e fabricar carroceria em Fibra de vidro, montar esta carroceria sobre plataforma de veículo de passeio, com motor e suspensão modificados para melhor desempenho e agregar um acabamento compatível com um carro de proposta esportiva.

Este conceito, além de manter o automóvel em produção durante 30 anos, viabilizou a criação de um fabricante brasileiro de automóveis e caminhões.

Os primeiros Puma GT ficaram conhecidos como Puma DKW.

Os Automóveis da marca Puma modelos GT a partir de 1968 e até 1976 são conhecidos como Puma Tubarão.

O Puma GTE, "o mais famoso esportivo made in Brazil" foi um automóvel produzido com carroceria de fibra de vidro e mecânica Volkswagen boxer. Este modelo toi baseado no Puma GT, a letra E adicionada à nomenclatura significa exportação ou "Europa", segundo outras fontes. Este foi o modelo de maior volume de produção da marca Puma (8.705 unidades).

Estes automóveis foram distribuídos: no Brasil, Uruguai (primeiro veículo exportado), Argentina, Haiti, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Estados Unidos, África do Sul (produção local), Japão, Itália, Grécia, Alemanha e Oriente Médio.

Ficha Técnica

A produção se iniciou em meados de 1970 utilizando a plataforma encurtada do Volkswagen Karmann Ghia. A carroçaria inicialmente utiliza da era basicamente a mesma de seu antecessor, o Puma GT, porém sofreu algumas alterações e o projeto chamou-se P3. As principais alterações em relação ao seu antecessor foram: motor 1,6 litros, e eram oferecidos opcionalmente motores de maiores capacidades cúbicas (até 2,1 l); freios dianteiros a disco; cintos de segurança de três pontos; retrovisor externo; luz indicadora de marcha ré engatada, Inversão do sentido de apertura do capo dianteiro, apoios para cabeça e novo pára-brisas.

GT

O modelo conversível era basicamente igual à versão cupê, porém sem a capota e com reforços estruturais. Dispunha de uma capota de lona ou, opcionalmente, de fibra de vidro que podia ser removida.

GT Spyder

Os modelos GT a partir de 1968 e até 1976 ficaram conhecidas como Puma Tubarão, pelas entradas de ar para o motor se assemelharem às guelras de um tubarão.

Em 1973, sofreu pela primeira vez alterações significativas na carroçaria algumas delas são: aumento do capo de acesso ao motor (para facilitar a manutenção), redução do comprimento do vidro traseiro, novo painel (o anterior tinha seus instrumentos refletidos no pára-brisa) e linhas laterais menos curvas. Estas alterações não muito visíveis. O automóvel esportivo apresentado pela Puma no Salão do Automóvel em 1973 tinha o nome de Puma GTO,e teve sua comercialização oficial a partir de 1974 como Puma GTB (sigla para Gran Turismo Brasil). Contava com a mecânica do Opala (6 Cilindros), porém com carroceria de fibra de vidro e chassi tubular e suspensão traseira de fabricação própria.

GTBS1

Em 1976, passou por novas alterações significativas e esta se tornou a configuração mais conhecida do Puma, se tornando GTE (Cupê) e GTS (Conversível). A substituição da plataforma pela do Volkswagen Brasília tornou o veículo mais largo, recebeu janelas laterais traseiras (para melhorar a visibilidade) e a carroçaria com linhas mais retas.

GTE
GTS
Em 1979 foi apresentado o modelo reestilizado da GTB, rebatizado para GTB/S2 (sigla para Série 2), mantendo os mesmos aspectos mecânicos porém com uma ar de sofisticação.
GTBS2
A Puma Daytona na verdade era uma GTB S2 modificada com um "body-kit" que era instalado em oficinas especializadas em fibras e personalização de veículos. Os carros saiam com parachoques envolventes e frente de Opala ou Gol, as lanternas traseiras diferenciadas e spoilers laterais que chamavam atenção na época...
GTBS2 Daytona
Em 1980 são anunciadas tres novidades: é lançado o modelo P018, o modelo GTE passa a ser denominado GTI e o modelo GTS é rebatizado como GTC.
O modelo GTE/GTS passa a se denominar GTI/GTC. Aderiu-se as lanternas da Brasília e borrachão no lugar dos para-choques de alumínio. O carro ganhou um ar mais sofisticado, com melhoria na qualidade dos materias utilizados na produção, como o painel e bancos, inclusive até o teto solar original de fábrica.

GTI

GTC

O P018 foi desenvolvido pela Puma para aos poucos substituir as versoes GTI, GTC, ele foi projetado no início de 1981 e era o projeto número 18 da Puma, dai seu nome ter ficado como Puma P 018, ( P, de projeto). No início os veículos seriam montados com suspensão dianteira Macperson (igual a da Variant II ), Motor 1.7 a ar, comando P2 , dupla carburação Solex 40 (herança do PumaKit, lembram?), suspensão trazeira com homocineticas (iguais a da Kombi), caixa de câmbio com relações mais longas, tanque de combustível central (deixando espaço na frente para estepe e bagagens) e um ítem diferente até os dias de hoje, as rodas dianteiras possuem aro 14 tala 6 e as trazeiras aro 15 tala 7 com um desenho exclusivo, parecido com as rodas da GTB S2 , alguns ítens de conforto como Ar Condicionado, Ar quente, vidros eletricos. Infelizmente nem todos os veiculos foram montados com todas estas inovações, às vezes por problemas técnicos, às vezes por motivo de custo, pois sua faixa de preço ficava entre a Puma GTC e a GTB. Foram produzidos menos de 30 veículos entre 1981 e 1985, quando em marco a fábrica fechou definitivamente em São Paulo.
Puma P-018
Em 1986 a Araucária Veículos de Curitiba comprou os direitos para produzir os veiculos Puma, ela montou algumas P018 com o nome de AM1, e AM2 (conversível).
Puma AM1 & AM2
Logo em 1988 a Alfa Metais assumiu a fábrica e montou estes veículos com Chassi Monobloco em Fibra e Motor AP VW 1.8 traseiro, com algumas modificações no projeto inicial e batizou de AM3 e AM4 respectivamente, além de relançar a GTB rebatizada com o nome de AMV.
Puma AM3
Puma AMV

Motor (GT à partir de meados 1970, GT Spyder, GTE/GTS, GTI/GTC, AM1/AM2)

  • Motor de combustão interna, 4 tempos, 4 cilindros opostos, dispostos 2 a 2 horizontalmente (boxer).
  • Montado na parte traseira do veículo (refrigeração a ar).
  • Motor 1600: 1584 cm³, 70HP (52,2 KW) e 12,3kgm de Torque á 3.400 Rpm.
  • 0 a 100 km/h em 15,1 segundos;
  • Aproximadamente 155 km/h;
  • 13,1 km/l em média.
  • (Opções até 2100 (2085) cm³ e 150 HP, 111,8 KW). Originais Kit PUMA.

Motor (P018)

  • Motor de combustão interna, 4 tempos, 4 cilindros opostos, dispostos 2 a 2 horizontalmente (boxer).
  • Montado na parte traseira do veículo (refrigeração a ar).
  • Motor 1700: 1684 cm³, 75HP (55,5 KW) e 13,8kgm de Torque á 3.400 Rpm.
  • 0 a 100 km/h em 14,3 segundos;
  • Aproximadamente 165 km/h;
  • 12,0 km/l em média.

Motor (AM3/AM4)

  • Motor de combustão interna, 4 tempos, 4 cilindros em linha, 2 Válvulas por cilindro (AP),
  • Montado na parte traseira do veículo (refrigeração a água).
  • 1.6 - Cilindrada (cm³) 1684 cm, 89HP (64,82 KW) e 14,9Kgm de Torque à 3000 Rpm.
  • 0 a 100 km/h em 11,7 segundos; (Aproximadamente)
  • Aproximadamente 170 km/h;
  • 9,7 km/l em média.

Motor (Puma GTB S1/S2, AMV)

  • Motor de combustão interna, 4 tempos, longitudinal;
  • 6 cilindros em linha; comando no bloco, 2 válvulas por cilindro.
  • Potência máxima (bruta): 171 cv a 4.800 rpm.
  • Torque máximo (bruto): 32,5 m.kgf a 2.600 rpm
  • Taxa de compressão: 7,8:1. Carburador de corpo duplo.
  • Cilindrada: 4.093 cm3.
  • 0 a 100 km/h em 10,84 segundos;
  • Aproximadamente 175 km/h;
  • 7,6 km/l em média.

Carroçaria

1970-1976 (Puma GT/Spyder)
Comprimento: 3.960mm
Largura: 1.580mm
Altura: 1.160mm
Entre eixos: 2.150mm
Peso líquido: 680Kg
Material: Fibra de vidro.

1976-1980 (Puma GTE/GTS)
Comprimento: 4.000mm
Largura: 1.665mm
Altura: 1.200mm
Entre eixos: 2.150mm
Peso líquido: 750Kg
Material: Fibra de vidro.

1976-1985 (Puma GTI/GTC)
Comprimento: 4.020mm
Largura: 1.780mm
Altura: 1.220mm
Entre eixos: 2.120mm
Peso líquido: 780Kg
Material: Fibra de vidro.

1974-1985 (Puma GTB)
Comprimento: 4300mm
Largura: 1740mm
Altura: 1260mm
Entre eixos: 2380mm
Peso líquido: 1215kg

Material: Fibra de vidro.

Automóveis Puma foram exportados de 1970 a 1985 e produzidos na África do Sul sob licença.

Os modelos da marca que utilizam mecânica 4 cilindros ficaram conhecidos como "Puminha", referência ao irmão maior, Puma GTB.

A disponibilidade de peças de reposição, aliada à durabilidade da carroceria de fibra de vidro, contribuem para facilitar a manutenção de um PUMA, permitindo que admiradores e colecionadores mantenham seus PUMA em condições de apresentação e utilização.

Ainda é possível se encontrar carrocerias: Puma AM3 e AM4 a venda, trata-se de produtos da época do encerramento da produção da fábrica, que não foram montados.

Na África do Sul, ainda estão sendo produzidas carrocerias e comercializadas como Kit para serem montadas sobre a plataforma de Fuscas.

Histórico

Em 1964 O modelo GT Malzoni deu origem a uma seqüência de modelos que procuravam seguir as tendências de design e tecnologia mecânica de cada época, e ainda permitiam que a produção se adaptasse à disponibilidade de fornecedores e peças.

Em 1966 surgiu o Puma GT (DKW), era basicamente o GT Malzoni com retoques estéticos.

Em 1968, a plataforma Karmann Ghia 1500 substitui a plataforma DKW, cuja fabricação foi interrompida após a aquisição da DKW pela Volkswagen.

Em 1969, foi fabricado o GT-4R. O Puma GT-4R é um dos carros mais exclusivos fabricados no Brasil. A origem deste automóvel vem da idéia de a revista Quatro Rodas (que deu origem ao nome) presentear três de seus leitores com um esportivo especialmente produzido para eles e a opção lógica foi pela marca Puma.

O projeto teve inicio no em 1969: durante o primeiro semestre os leitores puderam acompanhar a evolução do projeto pela referida revista.

A plataforma, como o Puma GT, era a mesma do Karmann Ghia, o estilo teve referência, principalmente, em automóveis produzidos nos Estados Unidos e na Itália.

Em Julho de 1969 as edições da revista começaram a incluir cupons para concorrer ao automóvel e em outubro conheceu-se os felizardos.

A motorização adotada foi o "novo" 1.600 a ar (o Puma GT era 1.500) com carburação Solex 32/34 e comando de válvulas P2. Cogitou-se a adoção de um motor 1.800 porem a opção pelo 1.600 foi uma opção por maior confiabilidade.

Um quarto automóvel foi posteriormente vendido e empacado apenas como "GT", encerrando assim a produção de 4 unidades.

Hoje se sabe da localização de todos, apenas o ultimo deles não dispõem de chassis.

Em 1970, o Puma GT passa a ser utilizado com motor 1600 à Ar Volkswagen.

Em 1971 é lançado modelo conversível, denominado Puma GT Spyder.

Em 1974, é lançado o Puma GTB, que utiliza plataforma Chevrolet Opala.

Em 1976, houve nova mudança de plataforma dos modelos GT e GT Spyder, passando a ser utilizada a do veículo Volkswagen Brasília, além de serem renomeados para GTE e GTS (Conversível).

Em 1980 são anunciadas tres novidades: é lançado o modelo P018, o modelo GTE passa a ser denominado GTI e o modelo GTS é rebatizado como GTC.

Em 1986, em consequencia de dificuldades financeiras, a PUMA vende suas marcas e patentes para a Araucária Veículos, que fabricaria um pequeno número de veículos.

Em 1988, a produçao dos modelos PUMA passa para a Alfa Metais Veículos, que produziu os modelos AM1, AM2, AM3, AM4 e AMV.

Em 1995, foi vendido o último automóvel com a marca Puma, um AM-4 Spider;

Em 1997, a Ford compra os direitos de uso do nome e produz, na Espanha, o Ford Puma entre 1997 e 2001;

Em 1999, foi vendido o último caminhão com a marca Puma, modelo 7900.

PS: A Puma nunca foi da Fiat nem teve motores Fiat, somente Dkw posteriormente Volkswagen e nas GTBs mecânica Chevrolet de Opala 6 Cil

Produção

Ano - Produção (Unidades)

1964/1965 15 GT Malzoni
1966 34 GT Malzoni e GT DKW
1967 121 GT DKW
1968 151 GT VW (1500)
1969 272 GT VW (1500) / GT-4R VW 4
1970 202 GTE VW
1971 323 GTE VW e GTS (Conversível)
1972 484
1973 771 GTE/GTS e GTB
1974 1.137
1975 1.583
1976 1.911
1977 2.898
1978 3.390
1979 3.595
1980 3.042 GTI e GTC / P-018
1981 929
1982 471
1983 146
1984 33
1985 10 Fechamento da fábrica de São Paulo
1986/1987 15 Araucária Veículos
1987-1993 200 Alfa Metais

África do Sul

1973/1974 357 Durban
1989-1991 26 Verwoerdburg

Resumo por país

Brasil 21.733
África do Sul 383
TOTAL 22.116

Produção por modelo (Brasil):

Modelo - Unidades fabricadas:

GT Malzoni 35 a 50
GT (DKW) 135

GT-4R (VW) 4

Spyder (GT Conversível) 223
GT (1500) 423

GT/GTE 8.800
GTS 7.077
GTI 610
GTC 1.740

P-018 25
GTB S1 701
GTB S2 888


Menções:

Vivência Própria

www.pumagtb.com.br

www.pumaclubdobrasil.com.br

www.clubedopuma.com.br

Palavras-chave: Puma | Antigo | Fibra | Carro | Conversível
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