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Quanto custa criar um filho? O planejamento começa na barriga e precisa ser sério para dar certo!!!
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Atualizado em 27/05/2007

Quanto custa criar um filho?

                       

O planejamento começa na barriga e precisa ser sério para dar conta do futuro com tudo de bom que você deseja para o seu bebê. Nossos consultores mostram o caminho das pedras para cobrir todos os gastos das fraldas à faculdade

A gravidez é uma fase de muitas expectativas e inúmeras questões passam pela sua cabeça, desde as que serão respondidas dentro de meses, como a curiosidade em saber como será o rostinho do bebê, até outras ligadas a um futuro mais distante, como as condições para bancar uma boa educação ou o dia em que ele arrumar a primeira namorada. A maioria dessas reflexões é mero exercício de futurologia, mas a resposta para uma delas, pelo menos, você pode começar a construir desde já: as condições financeiras para criar seu rebento até que ele se vire sozinho. Quanto antes iniciar seu planejamento, melhor. Um filho representa uma despesa adicional considerável no orçamento de um casal. Cálculos do consultor Marcos Silvestre, coordenador-executivo do Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios (Cefipe), de São Paulo, mostram que uma família de classe média, com renda familiar ao redor de 4 mil reais mensais, deve gastar algo em torno de 250 mil reais até os 23 anos, ou do nascimento até o término da faculdade. É assustador, não? Mas considere que essa é a soma de gastos de mais de 20 anos e não um dinheiro que você terá de desembolsar de uma vez. Boa parte desse montante - provavelmente a maior parcela - deverá vir da acomodação do seu orçamento às novas necessidades, redefinindo prioridades e substituindo algumas despesas atuais por outras que irão surgir. Os consultores em finanças recomendam especialmente a preparação de uma reserva para o momento em que os custos serão maiores e mais concentrados, que é o período correspondente ao da faculdade. Para ajudar a elaborar sua programação financeira, acompanhe o detalhamento dos gastos e dicas dos especialistas.

 

Como ensinar o seu filho a poupar?

Ao poupar, a criança aprende a definir gastos em linha com a mesada. Cabe a você incentivá-lo a investir de forma a fazer esse dinheiro crescer
 
 
Como ensinar o seu filho a poupar?
 
Ensinar o seu filho a economizar e lidar com dinheiro é apenas parte do problema. Afinal, ele pode até concordar que vale a pena comprar um boneco mais barato, mas provavelmente porque pretende usar o dinheiro na compra de alguma outra coisa.
Para poupar é preciso mais: ele precisa estar disposto a não gastar esse dinheiro. Pelo menos não imediatamente. Se, para nós adultos, abrir mão do prazer presente é uma tarefa difícil, imagine para as crianças, para quem o futuro é amanhã. Abaixo, damos algumas dicas, que podem ajudar nesta tarefa.
  • dê um cofrinho ao seu filhoisso vai ajudá-lo a guardar o dinheiro, sobretudo, as moedas. à medida que for juntando dinheiro, seu filho consegue medir o próprio progresso. seja porque vê o cofre encher ou porque, ao levantá-lo, sente o aumento do peso.
  • faça um orçamentoa idéia aqui é estimular a criança a pensar naquilo que gostaria de comprar com o dinheiro da mesada: figurinhas, jogos, revistas etc. ao lado de cada item, coloque uma previsão de custo. feito isso, some tudo e compare com o valor da mesada. caso os gastos excedam essa quantia, questione sobre o que pretende fazer. refletir sobre isso irá ajudar seu filho a alinhar seus desejos de consumo com a sua realidade financeira.
  • estimule-o com metasuma forma de ajudá-lo a entender melhor as vantagens de poupar é através de metas. não há nada melhor do que um objetivo para nos incentivar a poupar, com as crianças é a mesma coisa. provavelmente a mesada do seu filho não é suficiente para realizar todos os sonhos de consumo, que ele possui.assim, ajude-o a definir um objetivo e a se planejar para isso. o ideal é começar com uma meta de curto prazo. afinal, crianças têm um entendimento distinto de tempo e tendem a se desanimar se tiverem que esperar vários meses para atingir seu objetivo.
  • incentive-o a investirpor mais que hoje em dia esteja mais fácil investir com pequenas quantias, é provável que o seu filho no início não tenha mais do que r$ 50 para aplicar. nesse caso, a poupança é uma opção mais simples, pois não cobra taxas ou impostos e não exige depósitos adicionais.a previdência complementar também é uma boa alternativa, sobretudo, se você conseguir convencer o seu filho a poupar uma quantia fixa todos os meses. e, é claro, explicar que não poderá sacar esse dinheiro nos próximos anos.
prender a poupar é um passo importante na formação de uma criança financeiramente responsável. Além disso, ilustra uma das principais regras de educação financeira: a de que nosso padrão de vida (ou gastos) deve ser definido pela nossa renda ou, no caso especifico do seu filho, pela sua mesada. Porém, para fazer esse dinheiro crescer, seu filho também precisa dar um passo a mais e aprender a investir.
 
 
Mesada: boa forma de educar seu filho sobre dinheiro
Por ROSIJPAP
 
 
Os psicólogos parecem concordar que, quanto antes uma criança tiver contato com dinheiro, melhor será a sua relação com ele no futuro. Neste sentido, receber mesada é visto como algo saudável na sua educação financeira, já que ela é forçada a tomar decisões quanto ao uso do seu dinheiro.

Trata-se de uma experiência positiva não apenas para a criança, mas para a família. Do ponto de vista dos pais, além de entenderem melhor os hábitos de consumo e a capacidade de tomada de decisão dos seus filhos, eles conseguem melhorar a sua própria relação pessoal com o dinheiro.

Afinal, este é o principal objetivo da educação financeira: melhorar a forma como uma pessoa se relaciona com o dinheiro, ajudando-a a tomar decisões mais inteligentes para o seu uso.

Quando começar?
Em geral, recomenda-se que todas as crianças com mais de sete anos recebam algum tipo de semanada, ou mesada. Mas este é um processo que deve ser conduzido de uma forma natural. Cada criança tem seu ritmo e é preciso respeitá-lo, para não causar traumas. Afinal, ninguém conhece melhor o seu filho do que você.

Não associe o pagamento da mesada às atividades pelas quais o seu filho é responsável em casa. Ele deve realizar estas tarefas porque isso faz parte das responsabilidades da família e, portanto, ele deve contribuir.

À medida que a criança cresce e se transforma em adolescente, aí sim você pode considerar a remuneração de algumas tarefas específicas pelas quais já contrata alguma pessoa para fazer. Neste caso, o pagamento pela tarefa simplesmente evidencia a relação entre dinheiro e trabalho.

Oriente, mas deixe a criança decidir!
Não basta entregar o dinheiro e ponto final. É preciso orientar a criança. Para as mais jovens, convém que os pais ajudem nas contas, de forma que ela consiga ter uma idéia mais clara de quanto pode gastar por dia. Além disso, vale a pena introduzir o hábito de pesquisar preços, o que acaba ajudando na definição do conceito de caro e barato. Neste sentido, os sites de venda on-line podem facilitar a tarefa.

Estabeleça regras claras sobre quais os gastos que você continuará arcando, e quais ele deve assumir com o dinheiro que recebe. Ainda que seja sua obrigação orientar o seu filho sobre o uso correto de dinheiro e ajudá-lo na avaliação das oportunidades existentes, você deve deixá-lo tomar a decisão final sobre o que fazer com o valor da mesada.

Incentive o hábito de poupar
Estimule a criança a poupar parte da sua mesada. Para tanto, comece introduzindo a noção de objetivos de curto e longo prazo. Esta tarefa pode ser mais divertida se vocês trabalharem juntos: pegue duas folhas de papel e peça para o seu filho desenhar em cada uma delas o seu objetivo de curto prazo e o de longo prazo. Use estes desenhos para encapar duas latas de refrigerante. Com isso, tem dois cofres: para o curto e o longo prazo.

Ajude-o a calcular o quanto será preciso poupar para alcançar os dois objetivos. Se você perceber que o seu filho tem dificuldade em poupar parte da mesada, incentive-o a, ao menos, evitar gastar tudo por alguns dias. Você também pode incentivá-lo colocando outro R$ 1,00 no cofrinho de longo prazo, para cada R$ 1,00 poupado. Alternativamente, você pode colocar este dinheiro em uma caderneta de poupança, contudo, entre os mais jovens, em geral ver o dinheiro crescendo no cofre tem um efeito mais significativo.

Nada de adiantamentos
Se a criança gastar todo o dinheiro antes do final da semana (ou mês) e pedir para que você dê mais, seja firme e diga não! Lembre-se que você não está negando nada de essencial para o seu filho, mas apenas ensinando-o a planejar os seus gastos. Se você abrir uma exceção, acaba passando a mensagem errada para a criança: de que ela pode gastar, que sempre haverá mais!

Não importa qual seja o seu padrão de renda, esta não é uma mensagem positiva a se passar. Aprender a controlar gastos é bastante saudável! Quanto antes seu filho entender este conceito, menores serão suas dificuldades para lidar com dinheiro quando for adulto. Aproveite a situação para explicar à criança que as suas decisões têm conseqüências, e que, por isso mesmo, devem ser tomadas com cuidado. Lembre-a do que aconteceu no próximo pagamento.

A maioria dos especialistas em psicologia financeira já atribui boa parte das características financeiras de uma pessoa à sua educação familiar. Controlar os gastos e planejar a vida financeira é assunto para se aprender com os pais, em casa. Em geral, os filhos de casais com uma situação financeira saudável são mais responsáveis com o talão de cheques, e buscam a orientação de especialistas na hora de aplicar suas economias.

Palavras-chave: Filhos | Roupas | Bêbes | Economia Doméstica | Mãe
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