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O sexo nos tempos de Dante Alighieri
A Igreja os condenou fortemente, porque lugares de perdição e atos desprezíveis, que mortificavam o espírito e degradavam a alma humana.
Estes lugares eram simplesmente pontos de encontro onde era possível fazer sexo.
O sexo era na maioria dos casos a pagamento, uma espécie de prostíbulos, um lugar onde tudo era permitido, onde as cortesãs da época exercitavam o oficio delas e vendiam o próprio corpo.
Era uma vez onde as saunas funcionavam como lugar de encontro e de variadas distrações.
Esta pratica hoje ainda existe em todos os cantos do planeta.
Os antigos romanos eram acostumados a ficar nas saunas segundo os próprios gostos.
Muitas vezes as saunas imperiais eram organizadas para receber os hospedes em lugares afastados e escondidos de olhares indiscretos.
Na histórica cidade de Pompéia, perto de Nápoles, em uma casa muito bem conservada ainda é possível ver as pequenas celas onde está colocada a base da cama totalmente em pedra, e elegantes mosaicos com desenhos sexuais pendurados na parede principal de cada sinuosidade.

A homossexualidade ainda era considerada um crime.
Séculos mais tarde, em plena Idade Media, as mesmas coisas aconteciam na Estufa, uma espécie de sauna medieval.
Lugares onde se praticavam historias de sexo, de prostituição, de adultério e de varia humanidade.
A diferença com as saunas romanas era que nas estufas medievais não eram permitidos contatos homossexuais; a homossexualidade era perseguida como um crime horrendo, visto que a Igreja decidiu dessa forma.
Os heréticos que cometiam este crime bárbaro na frente de Deus eram impiedosamente queimados publicamente ( Séc. XV e XVI ), em pilhas de lenha e ervas aromáticas que serviam para adoçar o mau cheiro da carne queimada.
Um crime que, como muitos outros durante a Idade Media, baseava a sua essência em credencias violentas e populares, freqüentes doutrinarismos religiosos, que ainda hoje fazem parte da herança medieval da Igreja.

Na busca de um prazer momentâneo.
Estes agradáveis lugares de encontro abriam freneticamente em todas as cidades européias, oferecendo ocasiões para todos que precisavam, de poder passar um pouco de tempo cuidando do próprio corpo, em todos os sentidos.
Os jovens desabafavam a grande luxuria deles, perdendo o controle das próprias atitudes, muitas vezes violando jovens virgens que, quem sabe porque, freqüentavam lugares bem perigosos pela grande beleza e virtude delas.
Talvez estavam lá para não receber mais o incomodante apelido de virgem, afinal na época não existia lugar melhor.
Naturalmente esses lugares eram ótimos também para praticar o adultério, trair a consorte, às vezes o consorte.
Muitas vezes de fato, eram as mulheres que, embora não praticando o antigo oficio, procuravam prazeres momentâneos e relaxantes.
Na cidade de Roma, muitas famílias de media burguesia, tinham no térreo da própria casa, um bagno aberto ao publico, que ( pagando ) o cliente podia relaxar-se, descansar e, naturalmente, namorar.
Por isso, grandes interesses econômicos e movimentações de dinheiro atrás deste exercício, como afinal acontece há sempre.

Salas reservadas e orgias publicas.
Na Idade Media havia também importantes homens de poder, que faziam reservar um bagno com três lugares, tal para ficar tranqüilo, trair a mulher à vontade com outras duas pessoas (o sexo delas não era importante) na escuridão de um canto bem escondido, e afastado de qualquer espião político ou comercial.
Às vezes tudo isso era acompanhado por gigantescas refeições e litros de bom vinho medieval.
È bom dizer: uma verdadeira orgia dos sentidos!
Em alguma estufa, especialmente na França, existiam verdadeiras pequenas celas transformadas em quartos com cama aconchegante e velas para criar uma atmosfera adequada a situação.
Em muitos casos nessas minúsculas celas, a garota de oficio passava a maior parte da sua vida, tornando esse espaço como a sua única moradia.

O instinto nivela o homem.
De fato nesses lugares se encontravam personagens de qualquer categoria social: camponeses, vagabundos, ladrões, ricos comerciantes, políticos, intelectuais, padres ou freis em paisana, etc.
Uma humanidade variada e heterogênea enchia de dia e de noite essas diferentes saunas, onde em muitas ocasiões eram organizados banhos de grupo (verdadeiras orgias) com qualquer um que estava presente no momento, sem a menor pré advertência, entrando rapidamente em contato até com perfeitos desconhecidos.
Provavelmente foi por esta falta de costumes e de decência que esses lugares levavam ter, que a moral publica ganhou, obrigando os donos e gerentes das medievais saunas, estufas e bagni, a fechar e transformar tudo isso em verdadeiras saunas atuais, limpas, perfumadas, sanas, seguras, onde a única coisa permitida é apenas ..... um banho salutar.

