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Redes sociais são alvos fáceis dos crackers para ataques a dados pessoais
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Atualizado em 24/09/2008

A informação não é nova, mas o perigo aumenta a cada dia. Redes sociais como Orkut, MySpace e Facebook são alvos fáceis dos crackers devido à confiança depositada pelos usuários nas ferramentas e opções existentes nas comunidades que geralmente expõem dados pessoais e instalam pequenas aplicações sem perceber.

Segundo o estudo The Global Internet Trends Survey sobre tendências globais na Internet realizado pela  Symantec, a internet não representa mais um desafio para os usuários, e sim já faz parte de sua vida pessoal, tanto social, como interpessoal e intelectual. O problema é que mesmo sabendo da potencial vulnerabilidade destes processos no mundo virtual, a maioria dos internautas se arrisca ao compartilhar e fornecer informações pessoais, se expondo com um nível de proteção muito baixo.

A pesquisa mostra também que 60% dos usuários admitem dar tanta ou mais importância a seus amigos virtuais do que a seus amigos concretos. Vinte cinco por cento revelaram sentirem-se confortáveis em socializar-se com estranhos quando estão online. E mesmo quando a maioria dos usuários diz que não se sente assim tão confortáveis ao compartilhar informação pessoal pela web, continua fazendo com regularidade.  Com isso, tanto usuários adultos quanto crianças experimentaram uma ampla gama de violações (desde ?pequenas? violações, tais como receber anúncios de propaganda por e-mail enviado por estranhos até ?grandes? violações como tentativas de invasão em seus computadores).

Técnicas de invasões

As brechas na segurança dos usuários se tornaram ainda maiores após a abertura das plataformas das redes a desenvolvedores externos, que agora podem criar widgets, pequenos aplicativos que rodam nas páginas dos usuários do serviço. As mais recentes ?invasões? ocorrem a partir de sites de relacionamento, de busca, navegadores e mais recentemente o serviço Google Calendar. Os cibercriminosos vêm utilizando intensamente o buscador e seus variados serviços para infiltrar malwares. Uma das técnicas é direcionar o usuário a sites a partir de buscas realizadas ou de convites do Calendar.

Outro meio utilizado é conhecido como phishing, em que o cracker cria ?iscas? e joga na internet, através de links, botões e e-mails em redes sociais. O usuário desavisado clica sobre eles e é ?pescado? para alguma página maliciosa.

Para José Matias, gerente de suporte técnico da McAfee para  América Latina, ?o crescimento dos ataques pode afetar a confiança que as pessoas depositam nestas ferramentas, e mais à frente comprometer a relação de tal modo que elas desconfiem de sites idôneos também?.

A solução para o executivo chega a ser um tanto óbvia: ?As ameaças em rede sociais são muito parecidas de redes P2P e até sites comuns. Portanto desconfie sempre de qualquer mensagem recebida, seja ela e-mail, ou um link enviado por uma pessoa conhecida ou aparentemente confiável em uma rede social. O especialista da McAfee aconselha também o internauta a manter sempre o firewall atualizado. "Muitas vezes o antivírus, mesmo com os últimos updates, pode não reconhecer a ameaça por ainda não ter sido criada uma vacina própria para ela?, ressalta o executivo.

Portanto, o internauta deve tomar muito cuidado sempre que utilizar redes sociais. Evite colocar informações confidenciais em seu perfil, informações bancárias e até pessoais, como telefones e endereço. 

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Palavras-chave: Para | Ataques | A | Dados | Pessoais
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