RELÓGIOS ANTIGOS ? CONSERTAR, RESTAURAR, REFORMAR OU NÃO REFORMAR?
Taí um assunto interessante e inesgotável, pois é extremamente subjetiva a questão.
Nem levaremos em conta outras diversidades de coleção, pois há quem colecione por marca, por época, por sistema de trabalho, por tamanho, etc, vamos nos ater, nesse tópico, tão somente no ?estado? que se coleciona.
Existem aqueles que preferem aqduirir muitas peças, mesmo paradas, preferem comprar e estocar ao invés de comprar poucas e investir naquelas... há quem prefira ter poucas peças, mas impecáveis e não poupam esforços nem dinheiro para deixá-las em ordem... há os que querem ver os relógios apenas trabalhando, enfim, tem gosto pra tudo.
Eu penso que a melhor forma, que é a que eu utilizo, seja a de colecionar de tudo um pouco. Eu tenho alguns relógios?mint? (antigos sem uso, tal como saíram da fábrica), tenho alguns que eu investi em mostrador e banho na caixa, mas a maioria eu mantenho como comprei, alguns em bom estado, uns melhores, outros piores, alguns trabalhando e outros não. Optei por isso por julgar que é preferível ter a peça ?estocada? do que não ter... principalmente no caso de relógios mais caros, cujo preço sobe a cada dia que passa e que é preferível tê-los, por um preço que se possa comprar e depois consertar, quando o dinheiro e o tempo derem condições, do que não ter a peça. Compro até os parados, que julgo, em alguns casos, um excelente investimento, principalmente se considerarmos o fato de ter a peça em mãos, para consertá-la quando nos convier.
Enfim, cada um tem uma forma de ver essa questão, eu, por exemplo, costumo revisar e reformar uma peça ou outra que eu queira usar e que a quero tinindo, noutras ocasiões eu simplesmente mando consertar/revisar, pois a peça está em bom estado, pode ser usada sem muita exigência de beleza, até pq são peças com 30, 40, 50 anos, e em especial, algumas peças ?de família?, nas quais eu não mexo em nada e nem gosto que troquem peças sem necessidade... incluo nisso dois relógios que tenho em minha coleção, um deles um Samuray à corda, do início dos anos 70, esse eu mandei apenas lubrificar e destravar a corda, não deixei nem desmontá-lo para uma revisão geral, nem o vidro, que está com riscos, eu deixei trocar, e sabem pq? Pq esse foi meu primeiro relógio à corda manual... ganhei zerinho... ah, ele sempre atrasou uns 5 minutos por dia... fico feliz em tê-lo comigo até hoje... feliz daquele que gosta de relógios e ainda tem o seu primeiro... esse meu não tem valor comercial, talvez não atingisse 20 reais em um leilão, mas para mim não tem preço... outro que não mexo é um Studio à corda manual, década de 50, que ?barganhei? com um tio, que havia ganho de meu avô... o mostrador está desgastado e o plaque da caixa também, ,mas tanto eu, quanto meu avô (que ainda é vivo, noventa anos e bem), somos unânimes em achar que não se deve fazer nada no relógio, pois perderá o ?sentimento? e história da peça... é, dei um relógio novo ao meu tio e ele me deu esse... eu acho que saí ganhando, não pelo valor, é claro, mas pela peça de coleção e lembrança que é... meu avô me disse que o comprou em 1954, à prestação, várias prestações... usou-o por uns 30 anos, lembro-me desse relógio em seu pulso, do ritual que ele fazia pela manhã, quando pegava o relógio de cima da tv da sala, dava corda, por ezes acertava com o despertador e punha no pulso... à tarde chegava, tirava-o e colocava em cima da tv... via isso em minhas férias, que passava com ele e minha avó...
É isso, eu penso assim, mas cada um deve saber o lhe satisfaz e o que entende ser melhor para si mesmo.
Prezados amigos, as guias que escrevo são frutos de anos de colecionismo e expressam tão somente minha opinião sobre os assuntos abordados, meu ponto de vista, portanto deixo bem claro que não sou nem pretendo ser o dono da verdade, tento apenas contribuir com meus pensamentos e dicas aos parceiros de site, colecionadores e admiradores de relógios antigos.
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