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Robôs: você ainda vai ter um em casa
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Atualizado em 25/09/2008

Em no máximo cinco anos os robôs domésticos deverão estar presentes nos lares brasileiros. A previsão é de Glauco Augusto Caurin, professor de robótica da Escola de Engenharia Mecânica de São Carlos, da USP(Universidade de São Paulo). Segundo o pesquisador, a meta da indústria mundial é fazer com que, em um futuro cada vez mais próximo, cada residência tenha um robô, principalmente para realizar tarefas que nem sempre o homem tem vontade de fazer. ?Recolher lixo hospitalar ou materiais tóxicos, mergulhar em líquidos nocivos ao seres humanos estão entre as tarefas que os robôs poderão executar?, completa.

E essa realidade começou com um marco importante para o setor: em 2005 foram vendidos mais de 1 milhão de robôs aspiradores de pó. Atualmente, são mais de 1 milhão de robôs em operação na indústria mundial, e as pesquisas estão cada vez mais voltadas para a criação de robôs domésticos capazes de interagir com seres humanos. "Indústrias totalmente automatizadas são um paradigma ultrapassado. A robótica industrial é importante, mas são os robôs que devem cooperar e se adaptar ao ser humano. Não é o ser humano que deve se adaptar às máquinas", pondera.

Mão biônica já é real

Um dos projetos de Caurin é o desenvolvimento de mãos artificiais robotizadas, financiado pela FAPESP (Fundação de Apoio a Pesquisa de São Paulo). ?Considerando que os robôs devem ser utilizados para aumentar a capacidade humana, criamos com tecnologia nacional o protótipo de uma mão artificial?, explica. O aparelho tem mobilidade independente em cada um dos dedos e foi desenvolvido a partir de plástico poliuretano à base de óleo de mamona biocompatível, de modo a reduzir os níveis de rejeição do organismo humano, explica Caurin. O pesquisador lembra que uma prótese equivalente em outros países custa cerca de R$ 72 mil.

Caurin explica que o protótipo não será comercializado como produto final. "A idéia é gerar conhecimento tecnológico para melhorar as próteses que já existem no mercado". Como, por exemplo, a prótese com tato que possui sensores capazes de transmitir ao usuário sensações como calor e frio. "Esta versão já está em fase de testes no nosso laboratório e deve chegar ao mercado em breve", antecipa o professor. Além do protótipo da mão robótica, Caurin conta que outro projeto está para sair do forno em São Carlos. ?Estamos desenvolvendo um exoesqueleto robótico, uma estrutura que pessoas com deficiência ou dificuldade de caminhar, e o equipamento mecatrônico permite que ele ande?. O projeto já tem financiamento da Fapesp e a expectativa é os resultados iniciais comecem nos próximos dois anos.

Outro e exemplo interessante é o projeto do professo Artur Porto da Escola Politécnica da USP. ?Ele está trabalhando em conjunto com a EMBRAPA, para fazer robô voltado para agricultura, para fazer levantamento de dados em plantações, além dos robôs móveis que enxergam que também já possuem protótipos nacionais", conta o pesquisador.

A robótica também deve auxiliar os cientistas brasileiros na tarefa de registrar e interpretar os sinais oriundos das matas e rios da Amazônia. Um dos projetos em discussão é chamado de Porakê. Segundo o coordenador da iniciativa e pesquisador do Inpa, José Gomes, os envolvidos estão estudando em laboratório como os peixes-elétricos reagem a determinados tipos de poluentes, com concentrações diferentes, declarou à Agência Brasil. Ao fim de dois anos, o resultado deverá ser um sistema de monitoramento robótico permanente da descarga desses peixes na natureza, a fim de verificar em tempo real a poluição em rios e lagos. Tarefa que seria impossível para seres humanos.

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Palavras-chave: Robos | Voce | Ainda | Vai | Ter
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