Com o desenvolvimento da técnica de fabricação dos nanofios geradores de eletricidade, os pesquisadores vislumbraram uma nova possibilidade para sua utilização: a fabricação de tecidos capazes de gerar energia. A aplicação está em estudo pelo pesquisador Dr. Zhong Li Wang.
Os tecidos que geram energia são produto dos nanofios de óxido de zinco que geram eletricidade utilizando o efeito piezoelétrico - uma característica de determinados materiais que faz com que eles gerem eletricidade quando recebem uma pressão mecânica. No caso do tecido, a força mecânica poderia advir do movimento da pessoa ou até mesmo do vento.
Como os fios são nanoscópicos, mesmo a vibração sonora de um ambiente doméstico poderia resultar na geração de uma pequena quantidade de eletricidade, até mesmo o vento.
"Se nós pudermos combinar muitas dessas fibras em camadas duplas ou triplas em roupas, nós poderemos criar uma fonte de energia flexível e dobrável que, por exemplo, poderá permitir às pessoas gerar sua própria corrente elétrica enquanto caminham," afirmou o Dr. Wang ao site Inovação Tecnológica.
As nanofibras geradoras de energia são ligeiramente diferentes dos nanofios apresentados nas etapas anteriores da pesquisa. Elas são feitas de materiais mais leves e conseguem capturar energia a partir de energia mecânica de baixa freqüência.
Mas há também um inconveniente: a cada duas fibras, uma deve ser recoberta com ouro, para servir como eletrodo e para deflexionar as pontas dos nanofios.
No ritmo com que a pesquisa prossegue, contudo, os pesquisadores logo poderão aprimorar o projeto e descobrir novos materiais que permitam sua utilização prática. Afinal, uma roupa com metade das fibras recobertas de ouro provavelmente sairá bem mais caro do que uma porção de baterias de lítio.
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