HISTÓRIA DA ROYAL DOULTON - PORCELANA INGLESA - PARTE 1
Em 1815, tempos em que Napoleão sofria a derrota em Waterloo, John Doulton, então com 22 anos de idade, investia as economias de sua vida, 100 Libras, numa pequena fábrica de cerâmica situada às margens do Tamisa, em Lambeth. A proprietária e viúva, Sra Martha Jones, vende ao ex-empregado uma participação na empresa. O outro quinhão pertencia ao sócio John Watts.
Esta era uma das 170 cerâmicas instaladas naquela região, produzindo, principalmente, salt-glaze stoneware. Em 1.820, com a aposentadoria da Sra. Jones, a companhia passou a se chamar Doulton and Watts. Torna-se, em pouco tempo, uma das mais importantes de Lambeth.
Naqueles tempos, os principais produtos fabricados eram garrafas, jarras e conteiners. Produtos ligados à Realeza, a Nélson e a fatos políticos começam a ser lançados (canecas e jarras na cor marrom característica do século XIX). Em 1.832, "The Reform Act" ficou imortalizado em uma série de peças, tornando-se predecessor dos futuros bustos, figuras, garrafas, frascos colecionados nos dias de hoje.
A tradição da família de poteiros Doulton se perpetua em 1.835, quando Henry Doulton mostra o desejo de se juntar ao pai. Começa a trabalhar na fábrica como simples aprendiz, sem favores ou privilégios. Em princípio, dedicou-se a desenvolver e aperfeiçoar cerâmica industrial, usada na engenharia, arquitetura e saneamento básico. Sua astúcia e ambição anteciparam a explosiva demanda por materiais utilizados em saneamento, decorrente do grande crescimento urbano, diga-se, Revolução Industrial.
(CONTINUA)
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