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SED: uma tecnologia emergente no mercado de telas finas
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Atualizado em 07/08/2008







Já pensou em adquirir um painel SED para o seu home theater?Nem poderia, pois os primeiros produtos com esta tecnologia só chegam ao mercado por volta de 2007. Os painéis SED (surface-conduction electron-emitter display), usa um princípio de funcionamento similar ao de tubos CRT e de plasma, no qual elétrons emitidos contra uma parede de fósforo levam à emissão de luz. No caso de telas SED, uma superfície condutora de grande precisão possibilitaria a criação de telas com pouca espessura e imagens com alta resolução.



E não pense que a tecnologia é apenas mais uma ?entrante? neste mercado amplamente ocupado por plasmas e LCDs. Diferente de tecnologias como o LCoS (liquid cristal over silicon) e OLED, o SED é a aposta de uma joint venture com Canon e Toshiba, que devem lançar os primeiros equipamentos SED em 2007. Inicialmente serão fabricados em pequena escala, chegando a 3 milhões de painéis até 2010, quando as telas SED vão competir em qualidade e preço com os painéis de grandes dimensões, entre 40 e 50 polegadas.



Já houve quem duvidasse da tecnologia pois, depois de cinco anos de existência, a joint-venture não conseguiu viabilizar nenhum produto lançado publicamente. Mas há quem diga que o problema sobre o qual se debruçaram os engenheiros da empresa foi como baixar os custos de produção de forma a atingir ganhos de escala que permitissem às telas SED competir em pé de igualdade com o plasma e o LCD.







Faz sentido. Apesar de prometer a imagem com qualidade mais próxima do CRT, as telas SED jamais seriam bem sucedidas se tivessem custos muito maiores do que suas equivalentes nas duas outras tecnologias de telas finas existentes no mercado. Essa disparidade de preço/qualidade aliás já é parte da briga do plasma com o LCD, afinal existem muitos consumidores que estão dispostos a sacrificar um pouco da qualidade final da imagem desde que isso signifique uma TV ?de pendurar? por um preço mais atraente.



Mas o que leva Canon e Toshiba a acreditarem que o SED possa ser um bom competidor? O baixo custo total de propriedade com os materiais envolvidos na fabricação do display. É claro que ambas as empresas contam com decréscimos nos insumos à medida em que elevarem a escala de produção.



Para efeito de comparação, os painéis LCD pedem backlights que incidem sobre o custo do display (descontando a parte de eletrônica) pode ser de US$ 450 sobre um custo final de produção de US$ 800 para uma tela de 32 polegadas. Telas de plasma, por sua vez, tem circuitos de direcionamento do fluxo de elétrons extremamente complexos, que respondem por mais da metade do valor de cada tela. Estes componentes também influenciam o uso de componentes de alta voltagem e fazem com que cada display use capacitores de grande capacidade e que respondem, no conjunto, por mais da metade do valor de produção da tela.



Painéis SED têm menores custos em circuitos de direcionamento. Com uma estrutura muito simples, possui um consumo de baixa voltagem, como o LCD, usando as partes mais baratas da produção de painéis LCD e de plasma. Canon e Toshiba, no caso, estão confiantes de que conseguiram projetar um processo de fabricação competitivo e que fará dos painéis SED uma opção a ser considerada no futuro próximo.



Os primeiros protótipos dessa novidade começam a ser apresentados ao público ainda neste ano e as duas empresas não descartam licenciar a fabricação de equipamentos por outras companhias interessadas na tecnologia.



Não deixa de ser interessante ver mais uma opção, o que é ótimo do ponto de vista do consumidor, que ganha mais variedade e, da competição, preços mais baixos e, do lado do fabricante, novos processos de manufatura que podem arejar as margens apertadas que o plasma e o LCD nos trazem hoje em dia, sem esquecer que seus processos de fabricação parecem ter chegado a um teto do qual dificilmente veremos reduções significativas e que impactarão seu preço final dentro do horizonte de influência do SED, que é o final da primeira década deste novo século. 2010? Não está tão longe assim.



Vamos ver se dá certo.







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Palavras-chave: Sed | Uma | Tecnologia | Emergente | No
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