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Serviços de dados: aposta das celulares
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Atualizado em 26/09/2008

O torpedo ainda é o serviço mais popular entre os clientes de telefonia móvel. É o mais básico e está presente na maior parte da base de aparelhos móveis do Brasil. Uma pesquisa da consultoria PwC (PriceWaterhouseCoopers) mostra que 65% da base de aparelhos em uso no mercado nacional são os chamados low end, os mais básicos, que apenas enviam SMS. Os mid end, que têm recursos como câmera e MMS (mensagem multimídia), são 20% do mercado e os modelos sofisticados, os high end, 15%. Isso, por si só, justifica o vigor do SMS ou a ainda tímida utilização dos demais serviços. Segundo a PwC, apenas 8% das pessoas que têm celular acessam a Internet pelo telefone móvel.

?O aparelho é uma barreira, mas há outras, como a cultura, porque muita gente ainda tem o hábito de usar o celular apenas como um equipamento de voz. Agora é que está havendo massificação do SMS e do ringtone?, avalia o gerente gerente sênior da PwC, Anderson Ramires.

Na Vivo, são enviados 200 milhões de SMS por mês, uma média de 7,1 por cliente. Os usuários da Amazônia Celular, que tem 1,3 milhão de clientes - 60% TDMA - trocam 6 milhões de mensagens de texto por mês. Na Oi, são 40 milhões de SMS por mês, quase cinco por cliente. ?O torpedo ainda é carro-chefe de receita, mas serviços de dados mais avançados, como MMS, estão conquistando espaço, até pela entrada de aparelhos com tela maior e colorida?, analisa a gerente de serviços de valor agregado da Oi, Fiamma Zarife.

No ranking dos serviços que geram mais receita para a Claro, o SMS aparece em primeiro, com 65%. A operadora registra a troca de 120 milhões de torpedos por mês. MMS e downloads, categoria que inclui ringtones, respondem igualitariamente pelos 35% restantes. ?O serviço que gera a maior receita hoje é o SMS, mas no futuro haverá um equilíbrio entre SMS, MMS e downloads. Cada um deles será responsável por 1/3 da receita?, afirma o diretor de Serviços de valor agregado da Claro, Marcos Quatorze.

Personalização é a chave do sucesso

Segundo o diretor de novos negócios da Brasil Telecom GSM, Paulo Mattos, 30% da base nacional de aparelhos têm capacidade de transmissão de dados, seja por meio de GPRS, EDGE ou outra tecnologia. ?Já o SMS atinge perto de 100% da base?, constata Mattos, ressaltando que a operadora desenvolve ações de incentivo para a utilização de SMS, como a oferta de torpedos gratuitos nos cartões de recarga de telefones pré-pagos. ?Estamos apostando bastante em conteúdos gerados pelo próprio cliente, como blog pelo celular, e também em serviços baseados em WAP?, conta Mattos.

De acordo com um estudo da consultoria Delloit, só o mercado mundial de ringtones movimenta US$ 2 bilhões por ano e é a aplicação mais rentável para as operadoras. E este sucesso deve-se à tendência de personalização do celular. ?Isso vai desde a oferta de capas para os aparelhos até ringtones, imagens etc. É uma tentativa de individualizar um produto de massa?, analisa o gerente sênior da área de consultoria empresarial da Delloit, Ivar Berntz.

Receita crescente

Embora ainda seja pequena, a receita de serviços de dados vem ganhando importância nos resultados das operadoras. Para a Vivo, a receita líquida de dados representou 6,4% do resultado líquido total de serviço no segundo trimestre de 2005. Na Oi, no segundo trimestre de 2005, a renda com serviços móveis de dados móveis totalizou R$ 33 milhões, com crescimento de 3,1% sobre o primeiro trimestre do ano, representando 5,4% da receita total de serviços da operadora.

Na TIM, os rendimentos com serviços de valor agregado corresponderam a 6,3% da receita total de serviços no segundo trimestre de 2005, crescimento de 1% em relação ao primeiro trimestre do ano. ?Em um ou dois anos a participação dos serviços de valor agregado na receita de serviços dobrou ou triplicou. Antes era nada, era apenas um fator importante para a imagem da companhia?, analisa o gerente de desenvolvimento da área de serviços de valor agregado da TIM, Vincenzo Di Giorgio.

De acordo com o executivo, o sucesso de um serviço pode ser analisado de duas maneiras: pela receita gerada e em função do valor agregado à imagem da empresa. Ele afirma que serviços mais avançados de dados, como a TIM Mobile TV, por exemplo, são importantes para construir uma imagem de inovação. ?A operadora acaba ganhando receita indiretamente, porque o fator inovação é um dos que influenciam a escolha do cliente. Neste momento serviços como esse podem gerar pouca receita de serviços de valor agregado, mas trazem toda a receita de voz?, analisa Di Giorgio.

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