Nos países do Primeiro Mundo, a Síndrome da Morte Súbita Infantil, conhecida pela sigla SIDS (Sudden Infant Death Syndrome) é a causa mais comum de óbitos de crianças com menos de um ano. Até pouco tempo, as causas dessa doença eram desconhecidas. Mas, recentemente, pediatras americanos realizaram inúmeras pesquisas e obtiveram resultados. Foi constatado que a maioria dos bebês vítimas de morte súbita foram encontrados no berço em decúbito ventral, ou seja, foram colocados para dormir de barriga para baixo.
Segundo as pesquisas, a doença costuma ser rápida e traiçoeira: o neném, de bruços, levanta a cabeça e cai com a boca e o nariz sobre o colchão, reinalando então o próprio ar expirado. Em minutos, ele entra em narcose progressiva (sono profundo artificialmente, com a diminuição dos reflexos), pára de respirar e pode morrer sufocado se não for socorrido a tempo.
Com esses dados, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomendou que os pediatras e neonatologistas orientassem as mães a não colocarem seus bebês de bruços, mas sim de barriga para cima. Após esta mudança de atitude, houve uma queda na incidência de morte súbita em mais de 50 por cento. Agora, os esforços dos médicos se encontram na divulgação dos benefícios dessa descorberta, um trabalho de prevenção que pode significar a diferença entre a morte e a vida.
Segundo o neonatologista Victor de Almeida, pesquisador pelo Children`s Research Foundation sobre o tema, o uso de travesseiros e colchões moles também pode provocar a morte súbita na infância. Sendo assim, para prevenir a doença, ele recomeda aos pais os seguintes cuidados:
ü Colocar a criança no berço, após arrotar, sempre de barriga para cima. Esta é a posição correta e segura.
ü Não utilizar colchões moles.
ü Evitar, ao máximo, o uso de travesseiros ou panos soltos no berço.
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