Entidades empresariais poderão integrar o Sibratec (Sistema Brasileiro de Ciência e Tecnologia) de forma a fortalecer o papel indutor de inovação da indústria nacional. A meta foi ratificada pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, com a assinatura de convênios entre o MCT e a CNI (Confederação Nacional da Indústria), que incentivam o desenvolvimento de projetos de inovação e tecnologias sociais para empresas.
Rezende destacou as linhas do Plano de Ação em Ciência e Tecnologia (PAC) que têm a indústria como alvo, que são a inovação tecnológica nas empresas e ciência e tecnologia para a inclusão e o desenvolvimento social.
"Esses documentos que assinando têm relação direta com as prioridades do Plano. Um dos maiores desafios que temos é ter a inovação tecnológica como parte essencial do processo produtivo das empresas, algo que, por uma questão cultural, era limitado até certo tempo", observou. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) também é signatário dos protocolos de intenção.
O ministro explicou que o Sibratec tem o objetivo de tornar o setor industrial, com base em desenvolvimento tecnológico, tão competitivo quanto é o agronegócio brasileiro com o trabalho de pesquisa e transferência de tecnologia feito pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), nos últimos 35 anos.
"Estamos colocando em marcha o Sibratec, inspirado no sucesso da Embrapa. Assumimos o desafio de fazer a Embrapa da tecnologia, da indústria. Esse sistema não será feito com a criação de novas entidades. Vamos agregar toda a experiência que existe no Brasil, fazendo um levantamento completo de informações e chamar entidades empresariais para participar desse sistema", disse.
Ele lembrou que o Sibratec terá recursos do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico), do Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e do CNPq.
"O Brasil precisa dobrar os esforços na área de inovação para competir no mercado internacional. Isso depende de um arranjo que envolva empresas, governo, universidades e sociedade", disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. Ao reconhecer o papel da indústria em impulsionar o desenvolvimento científico e tecnológico, comentou que a parceria com o MCT terá foco no desenvolvimento humano e também no aumento de competitividade.
Os convênios assinados têm duração de cinco anos e somam investimentos de R$ 13,4 milhões. O CNPq investirá R$ 2,6 milhões em bolsas tecnológicas para pesquisa a serem distribuídas no convênio com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial); R$ 3 milhões em bolsas para pesquisa, desenvolvimento e extensão destinadas ao Sesi (Serviço Social da Indústria); e R$ 7,8 milhões vão para capacitação empresarial de empresas de pequeno porte, no convênio em que o executor será o IEL (Instituto Euvaldo Lodi). As três instituições fazem parte do Sistema Indústria da CNI.
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