A Sony, maior fabricante mundial de produtos de áudio e vídeo, anunciou o lançamento de novos televisores de tela plana da marca Wega, a principal do grupo, na quarta-feira, e espera que os novos modelos a recoloquem no mapa no segmento de crescimento mais rápido do mercado de televisão.
A Sony, que permitiu que rivais como Sharp e Samsung Electronics assumissem a liderança no segmento de televisores que usam telas planas de cristal líquido ou plasma, teve de recorrer a outros fabricantes para produzir a nova linha de aparelhos.
Mas executivos da empresa disseram que os novos microchips dessas TVs usam tecnologia exclusiva da Sony e prometeram que a empresa desenvolverá telas finas próprias e mais avançadas para reconquistar um mercado que já foi dominado por sua tecnologia Trinitron.
Pode ser difícil para a Sony identificar um produto único que seja representativo de toda a empresa, mas para mim não há dúvida de que os televisores coloridos sejam a resposta, disse Kunitake Ando, presidente do grupo, em entrevista coletiva.
A nova linha de televisores de tela plana da Sony, que será lançada no Japão no quarto trimestre e nos Estados Unidos antes do final do ano, inclui um televisor com tela de cristal líquido (LCD) de 30 polegadas, que será vendido no varejo por 700 mil ienes (cerca de 5,9 mil dólares) bem como aparelhos com telas de 42 e 50 polegadas e preços começando em 900 mil ienes.
Embora a Sony tenha ficado para trás dos rivais nos mercados de maior crescimento para TVs de telas estreitas, os analistas dizem que os novos lançamentos são simplesmente uma maneira de preencher uma lacuna em uma batalha mais ampla pela tecnologia de imagem de próxima geração.
Para eles, chegar atrasados a essa festa não importa muito, disse Richard Chu, analista da ING Securities.
Eles não acreditam que esse seja o futuro da tecnologia da televisão.
Trata-se apenas de um período de transição, acrescentou.
ELETRO-LUMINESCÊNCIA
A Sony espera pular para a primeira posição com suas telas planas e duas novas tecnologias -- displays orgânico eletro-luminescentes (OEL, na sigla em inglês) e emissão de campo (FEDs) -- são consideradas com as mais promissoras, apesar de nenhumas deve poder ficar pronta para uso em TVs por vários anos.
O presidente da Home Network Company da Sony, Tsutomu Yamashita, afirmou que a companhia decidirá entre os anos fiscais de 2003 a 2004 qual das tecnologias receberá mais atenção da empresa.
Apesar disso, o analista do ING afirmou que a escolha da Sony provavelmente será a OEL -- uma tela ultrafina um pouco mais grossa que um cartão de crédito e capaz de exibir cores vibrantes e resposta rápida a imagens em movimento.
Em fevereiro de 2001, a Sony demonstrou uma tela OEL de 13 polegadas -- a maior do mundo na época -- e afirmou que esperava começar a produzir em massa a partir do final de 2003.
Porém, no anúncio de quarta-feira, os executivos da Sony repetidamente evitaram qualquer comprometimento, observando que a OEL ainda enfrenta sérios desafios, como a necessidade de expansão da vida útil dos materiais emissores de luz, antes que possa ser usada em TVs.
fonte: Reuters
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